PUC-PR assume Santa Casa e novo desafio
Dimitri do Valle
De Curitiba
A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) assumiu oficialmente a administração da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba. Os novos integrantes do Conselho Geral da instituição tomaram posse ontem à tarde. Sete dos dez representantes do conselho são ligados à PUC. A universidade vem com a missão de tirar a Santa Casa do atoleiro financeiro que já produziu um déficit de R$ 5 milhões.
O reitor da PUC, Clemente Ivo Juliatto, anunciou a realização de uma auditoria geral nas contas e patrimônio da Santa Casa. As prioridade de Juliatto, que foi empossado como presidente do Conselho Geral, são: recuperação do equilíbrio orçamentário, reestruturação organizacional, modernização administrativa e a consolidação da Santa Casa como Hospital Universitário. Apesar da ampla maioria que a universidade terá no conselho, os bens das duas instituições não irão sofrer uma fusão.
Segundo Juliatto, a previsão é de que o equilíbrio das contas da Santa Casa comece a ser percebido no prazo de um ano. Isso passará pela captação de empréstimos de bancos estatais, acrescentou. No discurso de posse, o reitor deixou claro que a parceria com a Santa Casa não será um mero contrato de boas intenções entre duas instituições históricas da capital parananense. A PUC não tem a pretensão de administrar a Irmandade a partir de fora, mas a partir de dentro. Não se trata, então, de um simples convênio, mas de uma aliança profunda e irreversível, falou Juliatto.
Ao ser questionado se a PUC terá condições de investigar as irregularidades administrativas e financeiras denunciadas à imprensa pelo coronel José Newton Rodrigues Romeiro, o provedor da Santa Casa, Ary de Christan, perdeu a compostura e ameaçou agredir o repórter da Folha. O coronel Romeiro morreu. Você está proibido de escrever isso no jornal. Saio no tapa se você publicar alguma coisa, ameaçou Christan.
O coronel Romeiro era o vice-provedor da Santa Casa. Por tentar combater esquemas de privilégios, o coronel disse que foi pressionado a sair da função em fevereiro passado. Sobre a ameaça de agressão, o repórter registrou queixa contra Christan no 1º Distrito Policial.





