Marcelo AlmeidaMoradores do bairro Prado Velho culpam a universidade por rachaduras, que seriam causadas pela perfuração de poçosA Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) negou ontem que a abertura de cinco poços tenha provocado rachaduras em pelo menos 30 casas e estabelecimentos do bairro Prado Velho, em Curitiba. Os moradores da região haviam responsabilizado a instituição pelo problema, que obrigou a retirada de algumas famílias devido ao risco de desabamento.
As obras foram iniciadas no dia 21 de abril com o objetivo de melhorar o abastecimento de água no campus-sede da PUC. ‘‘Houve apenas testes para verificar a viabilidade dos poços, a exploração não chegou a acontecer’’, disse o professor César Daher. Segundo ele, uma equipe de engenheiros e geólogos foi contratada pela universidade para avaliar os casos de rachaduras.
O geólogo Giuliano De Mio informou que a qualidade do solo nas áreas próximas ao campus é ruim. ‘‘Trata-se de uma composição de argilas moles, que requerem fundação adequada, com estacas, para possíveis construções’’, explicou. Ele contou ainda que as casas da região não teriam bons alicerces, uma potencial causa das rachaduras.
‘‘Além disso, há mais 15 poços em atividade por ali, enquanto os nossos estão parados’’, acrescentou De Mio. Ele relaciona o tráfego intenso de veículos pesados, que estariam pressionando o solo e abalando as residências, como outro fator prejudicial. ‘‘É uma situação complexa, e como não há conclusões definitivas, vamos aprofundar os estudos nesse sentido’’, anunciou o geólogo.
Enquanto isso, o professor Daher pede paciência à comunidade atingida pelo problema. ‘‘Nós pretendemos ajudar os moradores assim que tivermos a resposta para o problema e uma sugestão técnica’’, afirmou. De acordo com ele, as evidências de rachaduras são históricas. ‘‘Nem o ginásio de esportes da PUC escapou’’, revelou. As fendas são comuns em casas das ruas Iapó, Jóquei Clube, Guabirotuba e Comendador Roseira.

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