As mensalidades dos mais de 18 mil acadêmicos dos cursos de graduação e pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC), sofreram reajustes de 14,96%, a partir deste mês. O aumento foi provocado pela perda do caráter filantrópico que a Universidade possuía até o final do ano passado e o início da cobrança da cota patronal pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Segundo o assessor da Pró-reitoria de Planejamento, Almir Lucas Stasievski, a PUC terá que recolher de 25% a 26% sobre a folha de pagamento. A institutição está recorrendo à Justiça para evitar o tributo e pretende fazer os depósitos em juízo até a decisão do processo.
Mesmo assim, a cobrança está sendo feita dos alunos. Quem não conseguir pagar a nova mensalidade até hoje, terá multa mensal de 2%. O aumento inicial, seguindo as planilhas de cálculo da PUC, deveria ser de 19,11%. Após acordo feito com o Diretório Central de Estudantes (DCE) o valor baixou, junto com os juros que até então eram de 0,33% ao dia. A inadimplência atual no pagamento das mensalidades é de 15% entre os estudantes dos 49 cursos de graduação da universidade.
Apesar de não existir estimativas sobre se este índice oscilará ou não, Stasievski afirma que, geralmente, se as taxas de juros são maiores as pessoas tendem a pagar em dia. Os alunos estavam de sobreaviso sobre este aumento das mensalidades e desde janeiro já pagavam 6,55% a mais. A direção da institutição espera reduzir custos no setor de materiais de consumo. Entre os projetos que estão em andamento e que precisariam de investimentos está a reforma do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde.

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