PÚBLICO FIEL - Orelhões resistem ao tempo
A popularização do celular e os vários recursos de comunicação via internet estão transformando os telefones públicos em aparelhos quase obsoletos. Porém, os velhos e bons orelhões ainda continuam salvando muita gente de apuros.
Eu tenho celular, mas não abro mão do orelhão, enfatiza a cabeleireira Adair Carvalho de Sá. Moradora do Jardim União da Vitória (Zona Sul de Londrina), ela diz que prefere usar o telefone público por achar que as ligações ficam mais baratas. Além do contato com a família, Adair diz que o orelhão localizado em frente ao seu salão de beleza acaba servindo para tratar assuntos profissionais e ainda serve de canal de comunicação para moradores do bairro. Esse orelhão recebe chamada o dia inteiro.
O baixo custo das ligações pelo telefone público também é apontado pelo cortador de cana José Aparecido Romão como o motivo principal para não deixar de usar o equipamento.
Londrina e Tamarana contam atualmente com 3.912 telefones públicos, conforme dados da Sercomtel. Segundo a empresa de telefonia, os dois municípios contabilizam uma média de 7,5 aparelhos por mil habitantes, acima da média de 4 aparelhos por mil/hab determinada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Apesar do grande número de telefones públicos, a Sercomtel tem registrado um queda acentuada no uso do equipamento. Conforme levantamento da empresa, a arrecadação produzida pela venda de cartões indutivos caiu de R$ 6 milhões em 2007 para R$ 2 milhões em 2011.
● Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em março, o número de celulares em todo o Brasil chegou a 250,8 milhões de unidades, mais de um aparelho por habitante
● Com o aumento exponencial da telefonia celular a partir da década de 1990, os telefones públicos têm sido cada vez menos utilizados. Além disso, a manutenção é cara devido ao vandalismo
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