Silvana Leão
De Londrina
O Diário Oficial do Município publicou ontem a lei nº 8.012, sancionada pelo prefeito Antonio Belinati (PFL) na quinta-feira passada. De agora em diante, todos os hospitais credenciados ao Sistema Único de Saúde (SUS) ficam obrigados a manter atendimento de urgência e emergência. A direção do Hospital Evangélico (HE), que fechou seu pronto-socorro no último domingo, pretende recorrer das multas, caso elas sejam realmente aplicadas no hospital.
Ontem a direção do HE manteve sua decisão de não se manifestar sobre o assunto. A assessoria de imprensa informou que a expectativa dos diretores é que a nova lei não possa ser aplicada no hospital, já que o pronto-socorro foi fechado antes de sua publicação. O ambulatório Alto da Colina fechou para o feriado de Natal mas, segundo a assessoria, continua funcionando normalmente. Já o ambulatório do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL) está em recesso esta semana, como acontece todos os anos.
Ao contrário do último final de semana, ontem o dia foi tranquilo no pronto-socorro do Hospital Universitário (HU). Até as 15h30 o setor de urgência e emergência do HU atendeu 126 pacientes. Na véspera, foram registrados 285 atendimentos, sendo que 47 pessoas ficaram internadas.
Quanto à falta de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) registrada no município no último dia 23, a chefe da 17ª Regional de Saúde, Rosilene Aparecida Machado, esclareceu que o problema não é comum, porém imprevisível. No dia 23, uma mulher de 71 anos morreu sem o atendimento especializado, vítima de infarto, no Hospital da Zona Sul.
Para exemplificar, Rosilene Machado lembrou que anteontem dois pacientes em estado grave foram encaminhados à UTI em menos de uma hora, através da Central de Leitos. Para ela, o ideal seria que Londrina tivesse pelo menos mais 10 leitos de UTI disponíveis, para não correr o risco de acontecerem eventuais sobrecargas, que em alguns casos podem ser fatais.

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