PSs teriam que dar
plantão permanente,
diz Regional de Saúde
Osmani Costa
A chefe da 17ª Regional de Saúde de Londrina, Djamedes Maria Garrido, reconhece que a situação de sobrecarga do Hospital da Zona Sul (HZS) se agravou muito nos últimos tempos, o que compromete a qualidade do atendimento aos usuários, mas afirma que a solução não está em reformas, ampliações ou aquisição de novos equipamentos para aquele hospital estadual secundário.
‘‘O HZS, assim como o Hospital da Zona Note, não foi projetado para ser um hospital de atendimento terciário, como são o Universitário, a Santa Casa e o Evangélico. Por isto, por mais que eles sejam ampliados e reformados, não terão suas características alteradas. Isto não vai resolver o problema de atendimento nos hospitais’’, garante a médica-chefe da 17ª Regional, órgão da Secretaria Estadual de Saúde responsável pelo funcionamentos dos hospitais da Zona Sul e da Zona Norte.
Na opinião dela, o primeiro passo para começar a melhorar o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Londrina seria o fim do esquema de plantões alternados - dia sim, dia não - nos prontos-socorros dos hospitais Evangélico e Santa Casa. Estes prontos-socorros vivem superlotados e, na semana passada, o da Santa Casa chegou a interromper o atendimento por falta de condições estruturais de funcionamento.
O agravamento da situação levou o promotor de Defesa dos Direitos à Saúde Pública, Paulo Cesar Tavares, a realizar uma reunião - na última quinta-feira - com os diretores clínicos dos cinco hospitais da Cidade. Ele solicitou providências que apontem para uma melhoria no atendimento aos pacientes do SUS, e exigiu um relatório dos dois hospitais secundários, definindo quais as possibilidades e necessidades para aumento no atendimento.
Este relatório será entregue ao promotor em reunião hoje à tarde, mas não deve apresentar grandes novidades. ‘‘Infelizmente, nossos dois hospitais já estão saturados, trabalhando no limite das possibilidades, não têm mais para onde expandir o atendimento. O necessário é uma ampla reestruturação de todo sistema de atendimento, envolvendo aí as unidades básicas do município, os hospitais estaduais e os hospitais da rede privada. Sem isto, não vamos a lugar nenhum’’, ressalta Dajamedes Maria Garrido.

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