Psoríase precisa de controle
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quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Rosiane Correia de Freitas'<br>Equipe da Folha 
O músico e gerente de bar Gustavo Diaz sente na pele quando a pressão e os problemas do dia-a-dia o afetam. Diaz é portador de psoríase, uma doença inflamatória crônica que causa lesões na pele. A forma como a doença age varia de uma pessoa para outra, mas em geral a psoríase causa lesões avermelhadas recobertas por escamas brancas nos cotovelos, joelhos, pernas e couro cabeludo." Com o tempo percebi que o estresse desencadeia crises", relata.
O músico começou a perceber os sintomas quando tinha 19 anos, há vinte anos. Desde então já experimentou diferentes manifestações do problema. "Já tive crises com lesões no corpo todo, agora a doença está controlada, com algumas lesões nas mãos e pernas", explica. Para o músico, o único inconveniente que a psoríase causou nestes vinte anos foi prejudicar uma das tatuagens que tem. "Mas o ponto afetado é bem pequeno", diz. "O importante é aprender a conviver com as lesões e administrar a doença", recomenda.
Segundo o coordenador do Ambulatório de Psoríase da Santa Casa de Curitiba, Caio César Silva de Castro, a psoríase não tem cura. "Mas existem tratamentos que podem até deixar o paciente sem lesões por um bom tempo", diz. Castro irá participar da campanha de esclarecimento sobre a psoríase nesta quarta-feira, na Praça Rui Barbosa. "Alguns pacientes sofrem constragimentos e discriminação por causa das lesões, por isso é importante divulgar que a doença não é contagiosa", explica.
Ainda não se sabe o que causa a psoríase. "São muitos os fatores que influenciam o aparecimento da doença. Mas sabemos que há um fator genético que favorece o aparecimento das lesões", esclarece. É o caso de Diaz. "Minha mãe e os irmãos dele tinham a doença", conta.
As lesões, explica Castro, são causadas por um crescimento anormal da pele. Em casos graves podem evoluir para inflamações nas cartilagens e articulações e até mesmo causar deformações. "Mas a grande maioria dos pacientes apresentam casos mais leves da doença e procuram tratamento mais por questões estéticas", avalia.
Para evitar crises e reduzir o número de lesões, o médico recomenda evitar o álcool e o fumo, além de orientar a perder perder peso. "O consumo de álcool, fumo e a ocorrência de infecções costumam desencadear crises", avisa Castro. O médico também alerta que o excesso de peso e o uso de alguns medicamentos, como os beta-bloqueadores, costumam agravar as manifestações da doença.
Entre os tratamentos indicados para o problema está a terapia de raios ultravioleta, na qual o paciente é submetido a um "banho de luz". O recurso inibe o crescimento da pele, que é o que causa a manifestação da doença. Em Curitiba, o tratamento é aplicado no ambulatório de dermatologia da Santa Casa, única instituição que disponibiliza esse recurso para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).


