Psiquiatra ensina o que fazer em casos de descontrole emocional
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quinta-feira, 02 de fevereiro de 2012
Redação Folhaweb 
É cada vez mais comum ouvir relatos de pessoas que ''surtaram'' ao vivenciar alguma situação muito estressante. Brigas no trânsito, quebra-quebra em hospitais após longas horas de espera por atendimento e agressões físicas diante de alguma discussão estão se tornando fatos corriqueiros. Diante dessa realidade que se incorporou ao nosso cotidiano surge uma grande dúvida: como lidar com uma pessoa surtada para evitar consequências trágicas?
Segundo a psiquiatra Luciana Vargas Nunes, de Londrina, a pessoa em estado de descontrole emocional se sente fragilizada e desamparada, e por isso costuma reagir com agressividade.
''Neste momento devemos ter calma, sempre falar em tom de voz baixo, sem confrontar e perguntar se a pessoa precisa de ajuda. No geral, se respondermos no mesmo tom que a pessoa estressada, podemos levar ao escalonamento da raiva e até a consequências mais catastróficas. Se perceber que não somos ameaça, a tendência é que a pessoa se acalme'', aconselha.
Psicótico
De acordo com a médica, a exceção ocorre quando a pessoa encontra-se sob efeito de drogas ou em algum surto psicótico, quando é indicado atendimento médico. ''Embora este tipo de explosão possa acontecer em diversas situações, é claro que é mais frequente em pessoas com doença mental, como portadores de transtorno afetivo bipolar e usuários de drogas. Nestas pessoas as consequências podem ser piores'', alerta a médica.
Ela explica que são vários os fatores que desencadeiam crises de estresse. ''O descontrole é comum em portadores de doenças mentais, e ocorre mais raramente em indivíduos sem esta predisposição, que necessitam de ambientes com alto nível de estresse para que aconteça'', ressalta.
''Existem grandes diferenças individuais na forma de responder ao estresse, que depende de genética, características de personalidade, maneiras de enfrentamento ao estresse, rede de amparo, estressores de vida precoce, como perda de um dos pais ou maus-tratos na infância'', complementa Luciana.
Leia mais na matéria do repórter Marcos Roman
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