Psicólogos se aproximam
mais da comunidade
Anna Camanducaia

Marcelo Almeida
Maria Olívia acredita na não segregação de pacientes com problemas mentaisOs psicólogos deixaram de atuar apenas em seus consultórios para participar mais ativamente dos problemas da sociedade. O Conselho Regional de Psicologia (CRP), em Curitiba, tem hoje representantes na Câmara Técnica de Ética e Cidadania HIV/Aids, nos conselhos municipal e estadual de Saúde e participa de movimentos sociais e comunitários. Amanhã e sábado, o CRP realiza o III Congresso Regional da Psicologia para discutir a intervenção dos Conselhos Profissionais nas políticas públicas.
Na Câmara Técnica de Ética e Cidadania HIV/Aids, os psicólogos investigam denúncias e orientam a população. A câmara está lançando a Rede Estadual a partir da Rede Nacional de Direitos Humanos HIV/Aids, do Ministério da Saúde. A idéia é criar centros de atendimento nos municípios. ‘‘Queremos descentralizar o trabalho para que as questões sejam resolvidas de forma mais ágil e as informações estejam mais perto da população’’, diz a representante do CRP na câmara, Sandra Batista.
Nos conselhos municipal e estadual de Saúde, o psicólogo participa da formulação e do controle das políticas públicas, basicamente do SUS. A representante do Conselho Estadual de Saúde na comissão de Saúde Mental, Maria Olívia das Chagas e Silva, diz que o governo tem tratado da saúde mental de forma correta. ‘‘Se há alguns anos os loucos eram considerados irrecuperáveis e afastados da vida normal, hoje são vistos como pessoas que têm problemas emocionais e que podem participar da comunidade.’’
Segundo Maria Olívia, o governo incentiva a adoção de novos programas de tratamento, como o hospital-dia, para evitar internamentos prolongados e a segregação do paciente.

mockup