Psicólogos discutem profissão
‘‘Livros de auto-ajuda
servem apenas como
ponte para a reflexão’’,
diz psicólogo
Anna Camanducaia
O aconselhamento de profissionais sem qualificação na área de Psicologia e a consulta aos manuais de auto-ajuda podem ser um primeiro passo para a solução de problemas, mas não substituem o trabalho do psicólogo. ‘‘Pessoas com formação em terapias alternativas ou em psicopedagogia, que costumam usar métodos privativos da psicologia, fazem tratamentos superficiais’’, diz o presidente da Comissão de Orientação e Fiscalização do Conselho Regional de Psicologia, Rubens Marcondes Weber. O psicólogo será um dos palestrantes do II Congresso Regional de Psicologia, que começa sexta-feira em Curitiba.
A busca pelos tratamentos rápidos garantem a ação de profissionais não qualificados e a publicação de manuais.‘‘Não existe problema algum quando estes profissionais e os livros de auto-ajuda servem apenas como ponte para a reflexão e o tratamento psicológico’’, diz Weber.‘‘O perigo, principalmente dos manuais, é fazer o indivíduo acreditar que pode se avaliar completamente, sem a ajuda de uma outra pessoa.’’
Os métodos alternativos têm seus limites e, por isso, não conseguem resolver problemas específicos e mais profundos. O Conselho Regional de Psicologia (CRP) costuma fiscalizar os profissionais e investigar denúncias da população para evitar a ação de pessoas não qualificadas. O CRP orienta os pacientes para que busquem informações sobre o profissional antes de começar o tratamento.

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