Lidianópolis - Após um mês do desaparecimento da menina Ariele Botelho, de dois anos, a Polícia Civil não dispõe de pistas que esclareçam o que aconteceu naquela manhã de 15 de maio no sítio da família, localizado na Zona Rural de Lidianópolis (Vale do Ivaí). Sem informações, há a possibilidade de o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) levar um psicólogo até a propriedade para avaliar todos os sete moradores.
Dando apoio ao trabalho que vem sendo conduzido pelo Sicride, o delegado de Ivaiporã, Osnildo Carneiro Leite, afirmou que nenhuma informação relevante foi apurada desde o fato. Por isso, comentou, as investigações seguem da mesma forma que nos primeiros dias: sem privilegiar nenhuma tese. ''Não descartamos nenhuma possibilidade e nem elegemos uma linha em especial'', explicou Leite, lamentando a falta de indícios.
Segundo o delegado, a próxima estratégia que poderá ser adotada é a utilização de um psicólogo para avaliar todas as pessoas que residem no sítio onde Ariele desapareceu. Os pais da garotinha, o casal de tios e os dois filhos adolescentes deles e mais o patriarca da família poderão ser submetidos a sessões de hipnose ou regressão, ''desde que consintam''.
Ariele desapareceu misteriosamente na manhã de 15 de maio, do quintal da casa onde vivia com os pais e o restante dos parentes. A mãe, Neusa de Assis, contou à FOLHA que a menina teria desaparecido ao sair de casa chamando pela prima adolescente. Cerca de 15 minutos depois, não foi mais vista. A prima sustentou ter ouvido choro da garotinha, mas disse que teria parado em seguida.
As buscas começaram poucas horas depois do desaparecimento. Bombeiros de Ivaiporã e Maringá vasculharam por diversos dias seguidos toda a região mas nenhuma pista foi encontrada. Até cães farejadores foram usados. Ariele usava blusa rosa de lã, calça marrom, sandálias brancas e estava sem fraldas quando desapareceu.
A FOLHA procurou a delegada-chefe do Sicride, Ana Cláudia Machado, mas ela estaria em viagem de trabalho. A assessoria da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) também não conseguiu contatar a delegada.

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