"A dica é sempre estar atento à saúde emocional. Estudar envolve um conjunto de comportamentos. Alguns dias são mais produtivos, e outros menos. " A orientação é das psicólogas Vanessa Ximenes e Gabriela Sabino, do projeto Suporte Psicológico Covid-19, da UEL (Universidade Estadual de Londrina). Elas explicam que neste momento de pandemia é necessário um planejamento de estudos, mas também flexibilidade.

Elas acrescentam que é preciso respeitar o momento de cada atividade. “É preciso rever se o planejamento de estudos do começo do ano continua coerente com a situação atual e fazer alterações, se necessário. Além disso, verificar se a forma que tem estudado em casa está sendo adequada”, orientam.

Elas acrescentam que é preciso tratar a aula on-line como presencial, colocando a tela em uma mesa, sentando em uma cadeira e evitando distrações ou outras atividades durante o momento da aula. Isso inclui a utilização de redes sociais, o preparo de alimentos, as atividades de casa, entre outras. “Atividades concorrentes com a atenção dada à aula podem prejudicar a aprendizagem”, apontam.

PRESSÃO FAMILIAR

As psicólogas destacam que a pressão da família é um dos fatores que mais gera estresse e atrapalha os estudos. “Posturas mais autoritárias, com sermão, bronca e cobrança desencorajam os jovens. Formas de encorajar são oferecer apoio, incentivando o estudo e evitando interromper momentos de aula, elogiar o esforço e a dedicação dos filhos, e permitir que o filho flexibilize e se responsabilize pela própria rotina”, detalham. Elas aconselham os pais a oferecer outras atividades (como um jogo, um quebra-cabeça, uma receita culinária), e incentivar o contato on-line com amigos.

RESPIRAÇÃO E MEDITAÇÃO

As duas psicólogas orientam utilizar técnicas de respiração e meditação para a redução da ansiedade. "É fundamental garantir doses diárias de prazer, através de música, filme, série, atividades físicas, momentos agradáveis com família e amigos”, acrescentam.

Imagem ilustrativa da imagem Psicólogas apontam necessidade de planejamento e flexibilidade
| Foto: iStock

Ainda de acordo com as especialistas, para quem está com o emocional fragilizado em função da pandemia a orientação é buscar apoio. “A situação já é difícil por si só, não precisamos passar por ela sozinhos. Amigos e familiares compartilham de angústias como a nossa e podem ser uma rede de apoio. Em casos de falta de apoio, de sofrimento ou de solidão, a psicoterapia também é uma boa escolha. Além disso, é importante rever os critérios de exigência e desempenho nesse momento, pois é esperado que o rendimento não seja como antes da pandemia. A auto cobrança exagerada é um inimigo nesses momentos.”

Para as pessoas que estão perdendo parentes e amigos para a Covid-19, elas ressaltam que o luto é processo doloroso, que envolve reações físicas e emocionais.”Cada um tem uma forma de passar por esse processo. Por isso, é importante que o enlutado respeite os próprios sentimentos e busque uma rede de apoio que ajude a dar novos sentidos para a vida. E diante de uma situação de luto, é normal que os estudos não sejam a prioridade.”

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