Psicóloga recomenda ter bom senso
Há bons exemplos relacionados ao uso dos fones de ouvido em trabalho, mas nem por isso toda e qualquer empresa pode adotar a idéia. A opinião é da psicológa Thais Carneiro, da Admita - empresa londrinense de consultoria em Recursos Humanos -, para quem o acessório pode, sim, tirar a concentração.
''Às vezes toca uma música que te emociona e desvia sua atenção. Pode ser prejudicial em certos trabalhos, como o de um contador, por exemplo, que não pode deixar passar nenhum número'', avalia. Thais diz que o hábito pode até ser interessante para outras funções, mas recomenda bom senso com o volume. ''Se for usar, que seja bem baixo para não incomodar os colegas e não impedir a comunicação'', aponta.
Para as empresas que não aceitam o uso do acessório para escutar música, a psicóloga frisa que a proibição deve constar do regimento. ''Mesmo assim, se um funcionário for pego com o fone, é melhor conversar e só depois, se persistir, tomar uma providência mais pesada.''
Em relação à música ambiente, Thais é categoricamente contrária. ''Existem diferenças de tolerância em relação à música e ao volume. Há os que trabalham bem com ela ou não se afetam, e outros que não conseguem se concentrar se não houver silêncio. Em respeito a essas diferenças, é melhor evitar'', conclui.
Convém lembrar também que o uso indiscriminado de fones pode ser prejudicial à saúde. Um estudo norte-americano publicado no ano passado apontou que pessoas que costumam ouvir música a um volume de 80% da capacidade do aparelho, por mais de 90 minutos diários, estão propensos a sofrer déficit auditivo.(V.N.)





