Psicóloga alerta para risco de obsessão
Para a psicóloga clínica e organizacional Maria Ester Falaschi a importância do hobby está justamente em proporcionar outras dimensões do saber, do prazer e do fazer. À medida em que a pessoa dedica parte de seu tempo a uma atividade que gosta, capaz de tirá-la da rotina, pode encontrar outras formas de interagir com o mundo, diferente daquela forma cristalizada, proporcionada por quem preenche todo o seu tempo trabalhando.
''O hobby é uma forma interessante de ligação com a própria vida, mas é preciso saber onde termina o hobby e onde começa a obsessão'', alerta Maria Ester. Ela cita como exemplo o caso de colecionadores que perdem os limites e com o tempo acabam ocupando todos os espaços da casa. ''A função do hobby é expandir, libertar, e não aprisionar. Ele não pode estar à frente de outros aspectos importantes da vida, para que não se transforme no chamado transtorno obsessivo compulsivo.''
A psicóloga lembra que apesar dos benefícios trazidos por um bom passatempo, não há problema em não se ter um hobby, desde que se tenha tempo livre para exercer outras formas de criatividade, de exercitar o pensamento de maneiras diversas. ''Isto pode, inclusive, trazer bons retornos para o trabalho, à medida em que a pessoa se torna mais alegre e criativa'', observa Maria Ester.(S. L.)





