Curitiba - A televisão na infância é objeto de muitos estudos. Da mesma forma que programas educativos incentivam a educação e o desenvolvimento cultural das crianças, a TV também rouba tempo que poderia ser usado para a realização de atividades lúdicas e exercícios físicos. Segundo a psicóloga Shani Falchetti, mestre em educação, no mundo moderno a televisão é uma das poucas maneiras de lazer para os pequenos. O desafio é fazer com que a criança descubra outros prazeres.
''A família e a escola querem proibir as crianças de assistirem televisão. Eu não concordo. Hoje tudo é divulgado pela TV e os colegas na escola comentam sobre isso. Não dá para proibir. Acho que é papel delas (família e escola) discutirem com a criança os valores culturais e educacionais em cima de cada programa. Essa abordagem é difícil e deve ser cuidadosa'', opina a psicóloga.
No mundo moderno, a criança passa muito tempo na companhia da televisão. Muitas vezes as famílias estão longe e é difícil levá-las para brincar na rua, por exemplo. Por isso, o acesso à TV acaba sendo uma saída mais fácil e barata. Dessa maneira, segundo Shani, a família precisa aproveitar a grande influência da televisão para passar os valores familiares que cada um acredita.
Estudos apontam que as crianças devem ficar, no máximo, duas horas por dia na frente da TV. Sobre o programa, Shani acredita que assistir televisão seis horas por dia seja um absurdo. ''Isso é inviável'', diz a psicóloga. Acompanhar um programa obrigado para buscar palavras pode trazer outros problemas em casa. ''A criança não vai querer ter um relacionamento com a família, nem ir para o colégio ou brincar com os amigos, tudo para não perder as palavras, com a possibilidade remota de ser o escolhido. Se por acaso ela não ganhar, poderá ficar frustrada'', alerta a profissional. (D.C.)

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