Emerson Cervi
De Curitiba
O presidente do diretório municipal do PSDB em Curitiba, deputado Max Rosenmann, reafirmou ontem que a indicação da comissão executiva para a bancada de vereadores do partido é para que a lei de zoneamento e uso de solos seja votada no próximo ano. ‘‘Mantemos a indicação para que os nossos vereadores não votem a lei este ano, mas ao contrário do grupo do prefeito, o PSDB é democrático e a bancada vai agir da forma que achar melhor’’, afirmou Rosenmann.
Como vereadores tucanos dizem que votarão a favor do projeto, o diretório municipal estuda medidas para evitar esse tipo de indisciplina no futuro. As discussões públicas sobre o projeto de lei começaram há quatro meses e a previsão é que ele seja votado nos dias 14 e 15 de dezembro.
Rosenmann acredita que é melhor para a cidade se o projeto preparado pelos técnicos do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) fosse mais debatido pela sociedade. ‘‘As universidades, entidades profissionais e representantes de empresas do setor são contra a proposta e mesmo assim essas pessoas que se julgam semi-Deuses insistem na aprovação.’’
O líder do PSDB na Câmara, vereador Luís Ernesto, disse que a bancada decidiu votar a favor da proposta ainda nas próximas semanas, inclusive o vereador Antônio Borges dos Reis, que tem criticado alguns pontos do projeto. Segundo Luís Ernesto, ‘‘não adiantaria em nada o PSDB se posicionar contra ou pedir a transferência da votação para o próximo ano porque o projeto seria aprovado de qualquer maneira’’, assegurou o vereador.
Luís Ernesto já informou oficialmente a executiva municipal sobre o posicionamento da bancada. O PSDB tem cinco vereadores em Curitiba. Somados aos seis da oposição, o partido quase conseguiria chegar a um terço de votos, o necessário para evitar a provação da nova lei de zoneamento. Para ser aprovado, o projeto precisa de dois terços dos votos.
Rosenmann disse ontem que o diretório não adotará nenhuma medida punitiva específica, caso os vereadores desrespeitem a indicação da comissão executiva. ‘‘Depois que tivermos um fato concreto, discutiremos o que pode ser feito no futuro para evitar a indisciplina’’. E completa que ‘‘infelizmente, os vereadores de Curitiba não representam os interesses da população e sim os do prefeito’’.
Partido estuda fazer um plebiscito para decidir se será ‘‘oposição’’ ou ‘‘situação’’ à administração municipal.

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