A situação na área de saúde continua preocupante em Londrina. Depois da falta de leitos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais, dessa vez o problema vem sendo a falta de leitos nos pronto-socorros (PS) dos Hospitais Universitário (HU) e das Zonas Sul (HZS) e Norte (HZN). O auge do problema foi registrado durante a noite de anteontem e a madrugada de ontem, quando os hospitais deixaram de atender casos de consulta e atenderam apenas emergências.
Dentre vários casos registrados, um chamou atenção por demonstrar o estado caótico da saúde no município. Enfermeiros do HZS precisaram se revezar no bombeamento de oxigênio à uma mulher, já que não havia respirador disponível para ela. O atendimento nos três hospitais só foi normalizado durante a manhã de ontem, quando os pacientes receberam alta.
O chefe do PS do HU, César Marson, disse que o setor permaneceu atendendo somente casos de emergência das 19 horas de quinta-feira até o início da manhã de ontem. Segundo ele, a situação chegou a esse ponto por causa de um grande número de casos de doenças de maior complexidade, que obriga a internação.
O diretor-administrativo do HZN, Antônio José Santiago, afirmou que a superlotação vem se tornando uma rotina, principalmente nessa época do ano quando ocorrem muitos casos de doenças respiratórias. O diretor-administrativo do HZS, Elzo Augusto Carreri, observou que o hospital precisa de uma ampliação do PS e novos equipamentos para melhorar o atendimento à população.
O lavrador Nilson Osório da Fonseca, 59 anos, reclamou por ter ficado por mais de uma hora esperando por atendimento no HZN. Ele diz que evita ir ao hospital. ''Prefiro tomar medicamento em casa. Só venho ao hospital em último caso'', completou.
O secretário municipal de Saúde, Silvio Fernandes, declarou que o município já fez uma proposta informal ao governo do Estado para assumir o gerenciamento dos dois hospistais. Ele acredita que os problemas seriam amenizados com os hospitais fazendo parte do sistema municipal de saúde. O governo do Estado deverá liberar R$ 50 mil para o HZS e R$ 60 mil para o HZS, mas não há previsão de quando esses recursos serão disponibilizados.

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