A Santa Casa de Londrina irá ampliar o atendimento do pronto-socorro para 24 horas por dia para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi tomada ontem em Curitiba, numa reunião na Secretaria de Saúde do Paraná. O fim dos plantões alternados é uma proposta do Ministério da Saúde aos principais hospitais do Estado. O MS oferece um adicional de 50% da verba do SUS para que eles passem a atender ininterruptamente.
A direção do Hospital Evangélico de Londrina, que também mandou representante a Curitiba, dará uma resposta se vai aderir ou não, na próxima segunda-feira. Além desses dois hospitais participaram da reunião representantes do Hospital Universitário de Londrina - já faz plantão 24 horas por dia -, o Hospital João de Freitas, de Arapongas - que também aceitou a proposta do MS - e quatro hospitais da Região Metropolitana de Curitiba.
A Santa Casa deve entrar no esquema a partir de 1º de dezembro. O Secretário da Saúde de Londrina, Agajan Der Bedrossian, que também participou da reunião em Curitiba, disse ontem que a decisão da Santa Casa é um grande avanço para a cidade. ‘‘Nossa expectativa é que também o Hospital Evangélico passe a fazer o atendimento. Se isso ocorrer teremos cinco hospitais trabalhando nesse sistema - HU, Zona Norte, Zona Sul, Evangélico e Santa Casa - o que será extremamente benéfico para nossa cidade’’.
Segundo ele, foram dois meses de intensa negociação e o resultado foi muito satisfatório. ‘‘O que irá ocorrer, na verdade, é a democratização do atendimento, ele passará a ser mais humano. As pessoas vão poder escolher qual hospital procurar. Quem atender melhor receberá mais pacientes e, em consequência mais recursos’’, disse Bedrossian.
O secretário disse também que há ainda uma certa desconfiança por parte dos hospitais já que o governo vem anunciando que haverá cortes nas verbas para a saúde. ‘‘Para passar a atender ininterruptamente os hospitais terão que fazer investimentos tanto em equipamentos como em mão-de-obra. O temor é que eles acabem ficando no prejuízo. Isso foi um dos problemas que enfrentamos na reunião de Curitiba. Os hospitais realmente estão preocupados’’, disse Bedrossian. ‘‘Com relação à informação de que haveria aumento da demanda, não acredito. Não é porque mais hospitais vão ficar abertos que haverá aumento de pacientes. O que deve ocorrer é uma melhora no atendimento’’.

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