PS atende situações de maior complexidade
A tendência do serviço odontológico oferecido em Londrina é que todo paciente passe antes pela Central de Vagas nas UBSs e depois sejam encaminhadas para os atendimentos gratuitos. No Centro Odontológico da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que funciona na Rua Pernambuco desde 1962, a maior parte dos serviços é oferecida gratuitamente, com exceção dos que precisam ser terceirizados, no caso de próteses, aparelhos ortodônticos e de periodontia. Apesar de cobrados, os custos são inferiores aos praticados no mercado.
O barbeiro Geraldo Rodrigues de Souza é atendido no local há 20 anos. A prótese que ele está terminando teria um custo de R$ 4 mil, mas ele só vai pagar R$ 300 pelo serviço. ''É muito mais em conta e facilita pra gente. Se não fosse o trabalho aqui, não poderia fazer o tratamento.''
Segundo o chefe da Divisão Clínica do Centro, Antônio Carrilho Neto, no local são realizados tratamentos de média e alta complexidades, como restaurações, próteses e cirurgias. O atendimento é feito durante todo o ano, inclusive no Pronto Socorro Odontológico, que funciona há 17 anos, 24 horas por dia. O PS atende situações de maior complexidade, como traumas, acidentes e hemorragias, independente da idade do paciente. ''Em média atendemos até 70 pacientes por dia nessa situação''. O corpo clínico no PS é de 11 profissionais, incluindo professores e atendentes.
O fato dos cursos de especializações serem sazonais faz com que a dinâmica de atendimento seja mais demorada do que em uma clínica normal. ''Temos que planejar o tratamento para que no final do ano, quando as atividades são encerradas, o paciente não fique sem o procedimento completo'', afirma.
A expectativa é que em 2009 o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) - que presta atendimento de alta complexidade - comece a funcionar também dentro da universidade. ''A partir daí teremos um atendimento mais regular e as reclamações serão menores.'' Também em 2009 a Unidade de Odontologia Hospitalar vai atender todos os pacientes internados no Hospital Universitário (HU).
De acordo com Carrilho, o atendimento poderia ser bem melhor para os pacientes, mas o espaço físico não comporta o desenvolvimento. ''Estamos aguardando um projeto para a nova escola no campus da UEL, que vai melhorar as condições físicas e o atendimento ao público.'' (M.O)





