Próximo passo é descobrir a gráfica
Da Sucursal
Kraw PenasDe mentiraRaspadinhas apreendidas ontem pela Delegacia de Ordem Social de Curitiba: promessa de carro, televisão, bicicleta e dinheiro como prêmioA Polícia Civil pretende divulgar nos próximos dias os nomes dos responsáveis e da gráfica que imprimiu as 12 mil raspadinhas apreendidas ontem pela Delegacia da Ordem Social de Curitiba. Elas foram encontradas em dois endereços da cidade. Os distribuidores e vendedores Ivan Ferreira Wawryniuk e Luiz Carlos Santos, flagrados na casa, foram ouvidos e liberados. A quantidade apreendida representa cerca de 10% do que deve estar no mercado. As falsificações são muito bem feitas, tornando bastante difícil para o apostador comum reconhecer entre o bilhete verdadeiro e o falsificado.
A Delegacia da Ordem Social continuará apreendendo todas as raspadinhas ilegais. Há notícias de que estão sendo vendidas no interior do Estado, informou o delegado da Ordem Social, Newton Rocha.
As raspadinhas foram encontradas na residência de Ivan Ferreira, Rua Fernando Simas, 455, no bairro Mercês, e na Loteria Fortaleza, no terminal do Pinheirinho, de propriedade de Santos.
Os prêmios prometidos pelas raspadinhas apreendidas vão de um carro Uno Mille zero quilômetro a televisões, bicicletas e valores de R$ 0,50 a R$ 100,00. Uma quantidade delas foi raspada pela PC e os prêmios encontrados foram de no máximo R$ 10,00. O valor de venda de cada uma é R$ 0,50.
Em novembro do ano passado a polícia havia apreendido raspadinhas ilegais em Curitiba. As investigações começaram naquela época e somente agora foram identificados os dois distribuidores. O crime de contravenção não é afiançável e os dois foram liberados.
Numa das raspadinhas com nome Bonus está impresso que os prêmios serão pagos no Conselho Comunitário de Obras Sociais, na Avenida Brasil, 770, em Nova Esperança.
Apenas as raspadinhas com o selo do Serlopar (Serviço de Loterias do Paraná) ou da CEF têm autorização para ser vendidas. Todas as outras são ilegais. Os municípios, através do artigo 195 da Constituição, podem promover jogos que tenham finalidades sociais. Mas de qualquer forma, o Serlopar tem sempre que autorizar, explica o chefe de gabinete do Serlopar, César Vicente.





