Próximo julgamento será dia 12
Siduovski é o segundo réu a ser condenado no Caso Zanella. A primeira condenação aconteceu no início de outubro, quando o investigador Airton Adonsk Junior, recebeu a pena de 38 anos de reclusão. O advogado de defesa Edson Dalledone já anunciou que vai recorrer da sentença.
O próximo julgamento do caso está marcado para os dias 12 e 13 deste mês, quando as testemunhas de defesa do delegado Francisco Batista da Costa, do delegado-adjunto Maurício Fowler, do superintendente Daniel Santiago Cortez e do escrivão Carlos Henrique Dias serão ouvidas na 6ª Vara Criminal. Todos são acusados de fraude processual, denunciação caluniosa e tortura. Eles são suspeitos de montar uma farsa contra Zanella e seus amigos, assinar um auto de flagrante falso e fazer tortura psicológica para que os rapazes aceitassem esta versão.
A expectativa da acusação é que o juiz da 6ª Vara encaminhe o caso ao Tribunal do Júri, por entender que os casos são conexos. Existe uma conexão entre os crimes e o caso deve ser julgado no mesmo tribunal, disse o assistente de acusação Julio Militão.
Mesmo que a 6ª Vara encaminhe o caso para o Tribunal do Júri, os acusados podem recorrer da decisão, como o policial civil Jorge Bressan e o informante Almiro Deni Schimidt, acusado de ter disparado o tiro que matou Zanella, o fizeram. Estamos aguardando a definição do recurso para que sejam julgados também, disse Militão.
Segundo Militão, a acusação tem ainda outras duas preocupações: uma é conseguir a prisão preventiva do delegado-adjunto Maurício Fowler, que nos depoimentos dos dois primeiros julgamentos foi apontado como o mentor da farsa contra Zanella e seus amigos. O promotor Celso Ribas está aguardando apenas receber a extração das peças do julgamento com acusações contra o delegado, para enviar o pedido de prisão preventiva ao promotor da 6ª Vara Criminal, Mario Sbalqueiro.
Outra providência que a acusação deve tomar é denunciar o estudante de Direito Guilherme Vieira Doni, que estava armado e acompanhando os policiais na noite do crime, mas nem ao menos é citado no processo. Certamente ele deve ser denunciado, como outros que devem surgir no desenrolar do processo, disse Militão.





