Curitiba – O próximo investimento da Vaticano em Curitiba deve ser um cemitério vertical inspirado nas pirâmides egípcias. A obra, programada para começar no final do ano, deve custar R$ 10 milhões. O empreendimeto já possui licença-prévia e é considerado ecologicamente correto, já que nem as pessoas sepultadas e nem metais pesados, como ferro e chumbo, terão contato com o solo. O Cemitério Vaticano vai contar com uma mega-estrutura distribuída em 49 mil metros quadrados de área e 72 metros de altura.
  A pirâmide terá 14 andares, 30 mil gavetas, ossário, túnel, dois elevadores, seis salas de cerimônias, rampas e escadas de acesso externo, além de um mirante no alto da edificação. ‘‘É um antigo conceito de cemitério sanitário e ecológico, porque não polui o solo e o ar. Acredito que o cemitério vertical se tornará um ponto turístico de Curitiba’’, disse o empresário Edson Cooper, informando que os gases que são expelidos pelos cadáveres serão tratados com cloro e formol.
  O cemitério vertical ficará em um terreno na divisa de Curitiba com Almirante Tamandaré. Para Cooper, este tipo de cemitério será uma alternativa ainda mais ecológica do que a cremação, porque para incinerar cada corpo são necessários o equivalente a 13 botijões de gás. ‘‘O futuro não será da cremação, até porque não colabora na redução do aquecimento global, e essas questões estão, cada vez mais, sendo essenciais para nortear as atividades humanas’’, defende o empresário.
  A família Cooper trabalha há três gerações no ramo funerário. O avô de Edson Cooper começou o negócio, em 1930, quando o cortejo fúnebre ainda era feito com cavalo e carroça. (F.G.)

mockup