Em Londrina, o secretário Municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, lamentou o fato de o Ministério da Saúde e da Procuradoria da República terem demorado cerca de quatro anos para tentar corrigir uma situação que se configura como irregular.
‘‘As prováveis irregularidades ocorreram entre 1994 e 1995, não foi na nossa época (gestão). Fica, portanto, difícil emitir qualquer parecer se houve ou não qualquer irregularidade em Londrina. Lamento que a auditoria tenha demorado tanto’’, reforçou.
Na opinião do secretário, a existência de erros no pagamento dos procedimentos de saúde, com a cobrança de ‘‘consultas cheias’’ (consulta mais algum tipo de procedimento) quando eram feitas ‘‘consultas simples’’, era de conhecimento do Ministério da Saúde desde a época em que ocorriam. ‘‘Possivelmente a informação já era de domínio do governo federal’’.
Por isso, acrescenta Agajan, o levantamento deveria ter sido feito na época. ‘‘Porque agora qualquer medida que seja tomada para regularizar a situação e punir os culpados vai penalizar a população. Seja na forma de retenção de parte dos recursos, seja na forma de devolução do que foi pago a mais’’.
Londrina recebe atualmente cerca de R$ 400 mil por mês para o atendimento básico (primário) em saúde, informou o secretário. Caso tenha havido irregularidade e o Município tenha que devolver a diferença ou tenha parte dos recursos retidos, as consequências previstas por Agajan são preocupantes.
‘‘Temos que considerar a hipótese de ter menos medicamentos para distribuir para a população carente, de dispor de menor quantidade de material para curativos, de poder realizar menos inalações, que são necessidades constantes da população atendida. Repito que esperar tanto tempo para investigar as irregularidades soa como uma providência intempestiva, tomada fora da época’’, disse Agajan.
Maringá - Em Maringá, a informação obtida ontem na prefeitura foi de que o prefeito Jairo Gianoto (PSDB) havia viajado para Curitiba, em companhia de um assessor, justamente para se inteirar sobre as denúncias de irregularidade nas cobranças dos procedimentos do SUS.

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