Luciana Pombo
De Curitiba
As empresas paranaenses provedoras de acesso à Internet começam a agilizar, a partir da semana que vem, a confecção de programas e cadastros para o auxílio no combate à pedofilia – exploração sexual de imagens de crianças e adolescentes. O acordo para a adoção de mecanismos de combate à pornografia infantil foi assinado anteontem entre 13 representantes de provedoras do Estado e o Ministério Público Federal. Segundo o diretor administrativo da BSI Informática, Carlos Rogério Scarpim, as provedoras terão que começar a ter um controle mais rigoroso dos clientes cadastrados. ‘‘É nossa primeira ação, saber o nome, telefone, endereço confirmado através de comprovante, número de identidade e CPF’’, afirmou.
As provedoras também terão que colocar um anúncio na página inicial pedindo para que os clientes denunciem outros internautas que estejam divulgando imagens de crianças nuas. ‘‘Este tipo de internauta será cortado imediatamente da rede. As pessoas precisam se conscientizar que pedofilia é crime’’, salientou Scarpim.
Em casos de denúncias no Ministério Público Federal, as provedoras paranaenses terão como responsabilidade fazer uma pesquisa na Internet para tentar localizar a página infratora e o internauta. Em 48 horas, a página terá que ser retirada da Internet. ‘‘Com estes novos regulamentos, será impossível uma pessoa mal intencionada conseguir acesso à Internet’’, afirmou ele. A BSI possui atualmente 2,2 mil clientes.
O proprietário da Ipnet, James Windmuller, disse que a provedora já está desenvolvendo a nova página com informes sobre a pedofilia, mostrando que é crime e que tem pena prevista de um a quatro anos de detenção. A página estará no ar a partir de janeiro. ‘‘Nosso objetivo é a conscientização do usuário’’, declarou ele.
O diretor técnico da Supernet Tecnologia e Informática Ltda, Vilmar Jochem, foi um pouco mais longe. Além de disponibilizar a página na Internet com informações sobre a pedofilia, os pais receberão um software para bloquear páginas na rede que tratem sobre sexo ou pornografia. ‘‘Isto possibilitará que todos os clientes não tenham medo de deixar seus filhos navegarem sozinhos pela Internet’’, argumentou ele.
O assessor de imprensa do Ministério Público Federal, Pedro Franco, informou que as provedoras que assinarem o acordo receberão um certificado de Provedora Amiga da Criança. ‘‘Isto ajudará no marketing da empresa e nos auxiliará no combate à exploração infantil’’, afirmou.

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