Provas do vestibular serão corrigidas pela UEL
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sábado, 10 de janeiro de 2004
Célia Guerra<br> Reportagem Local 
O maior vestibular da história da Universidade Estadual de Londrina (UEL) concretiza também a autonomia da instituição na confecção, aplicação e correção das provas. Ontem, a reitora Lygia Puppato destacou que as provas que começam amanhã à tarde serão, pela primeira vez, corrigidas na Universidade. Há quatro anos a UEL, numa parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), vem assumindo gradativamente o trabalho.
Nos últimos dois anos a comissão de seleção já estava elaborando sozinha as questões do concurso, mas a correção ainda era feita pela Federal. No ano passado, com a criação da Coordenadoria de Processo Seletivo (Cops), houve uma estruturação do setor criando núcleos específicos para a produção da provas, como o de processamento de dados.
Esse núcleo desenvolveu um programa de computador (software) específico para a correção dos cartões de respostas. O coordenador da Cops, professor Luiz Rogério de Oliveira, disse que no mesmo período foram feitos também os primeiros testes do sistema. ''Fizemos a leitura das provas e conferimos as respostas com o resultado oficial da UFPR e eles bateram'', destacou.
Este ano, o sistema já foi responsável pelo emissão dos cartões de informações do vestibulando. Mesmo com a comprovação da eficiência do software, a UEL prorrogou a data de divulgação da lista de aprovados para o dia 2 de março. ''Temos que manter uma margem de segurança. Resultado de vestibular não se divulga duas vezes'', justificou Oliveira.
Outra novidade destacada pela reitora é a descentralização dos locais de provas. Este ano elas serão aplicadas também nas cidades de Cambé e Ibiporã, na Região Metropolitana de Londrina. Lygia afirmou ainda que, o próximo passo pretendido pela UEL é assumir a impressão da provas que ainda é feita pela universidade de Curitiba.
A reitora destacou que a universidade está bem equipada para evitar possíveis fraudes nas provas e destaca o trabalho dos fiscais de sala. Segundo ela, são pessoas treinadas e, a maioria delas, prestam esse serviço há mais de 10 anos. A UEL conta ainda com monitoramento eletrônico que permite a identificação de rádios ou ligações celulares. Este ano, os coordenadores de sala terão ainda aparelhos celulares, disponibilizados pela Sercomtel, para melhorar a comunicação entre centros de fiscalização.


