Provão deverá destacar curso da UEM
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de abril de 1997
Lucinéia Parra Sucursal de Maringá 
Marcos NegriniTrabalho sérioO chefe do departamento de Engenharia, Luiz de CarvalhoO curso de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Maringá (UEM) deverá aparecer no resultado do Exame Nacional de Cursos (Provão), aplicado em novembro do ano passado, com a maior pontuação prevista pelo Ministério da Educação. Além da UEM, mais uma instituição de ensino superior público no Paraná deverá receber nota máxima para o curso de Administração.
No entanto, a informação de que o curso de Engenharia Civil da UEM teria recebido nota máxima no Provão não foi confirmada ontem pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), responsável pela aplicação do exame. De acordo com a assessoria de imprensa do Inep, o resultado oficial do provão será divulgado sexta-feira.
Segundo a assessoria, o critério de avaliação do exame levou em consideração diversos indicadores sobre os cursos e não foi baseado somente no desempenho dos estudantes formandos. Participaram da avaliação do curso de Engenharia da UEM 52 alunos do 5º ano.
Para o chefe do departamento de Engenharia Civil da UEM, professor Luiz de Carvalho, a suposta nota máxima para o curso é resultado de um trabalho sério que vem sendo realizado praticamente desde a sua criação.
Ele aponta como fatores que podem ter contribuído para a nota máxima a dedicação dos professores, a assiduidade em sala de aula, seriedade no assunto de educação e ao desempenho dos alunos.
Apesar das dificuldades que enfrentamos, os professores têm adotado uma postura bastante séria na sala de aula e os alunos acabam assimilado este ritmo de trabalho. Eles (alunos) se acostumam às exigências quando os professores chamam para o trabalho, explica.
Criado em 1971, o curso conta com 47 professores. Destes, oito tem apenas o curso de graduação. O curso conta com um professor-doutor e um professor com pós-doutorado.
Há ainda 14 mestres e 13 professores especialistas. Dez professores estão fazendo doutoramento.
No total o curso conta com 386 alunos, o que dá uma média de quase dez acadêmicos por professor. Desde a implantação do regime seriado, o curso foi dividido basicamente em duas etapas.
Nos quatro primeiros anos do curso são abordados conceitos básicos da Engenharia Civil. No quinto ano, o currículo inclui principalmente a parte de projetos e estágio.
Para o estudante Paulo Kohiyama, que está no 4º ano de Engenharia, o curso da UEM é bastante rigoroso. Ele afirma que além das quatro horas em sala de aula, costuma dispensar mais seis horas em casa para os estudos. Se não fizer isso não consigo passar nas matérias porque são muitos trabalhos, justifica.
O depoimento de Kohiyma é confirmado pelos alunos Antonio Fernandes Cruz e Deivys Andrian Padial. Eles afirmam que o curso enfrenta dificuldade financeira e que a universidade poderia ter equipamentos mais modernos.
Para suprir estas deficiências, os próprios alunos vão atrás de informações complementares. Não temos muito equipamento de informática na UEM, então o jeito é a gente se virar adquirindo por exemplo, os softwares (programas) mais modernos sobre determinados segmentos da engenharia, diz Cruz.


