Provão deve ter adesão em massa
Curitiba e
Ponta Grossa
ConsolidadoAltevir Rocha de Andrade, delegado regional do MEC: O provão já está consolidadoA delegacia do Ministério da Educação (MEC) no Paraná acredita que a totalidade dos 4.987 universitários inscritos no Estado vai comparecer amanhã para fazer o Exame Nacional de Cursos, conhecido como Provão. A expectativa é reforçada pela baixa mobilização das entidades estudantis contrárias ao provão. Em Curitiba, apenas uma panfletagem está marcada para amanhã, mas sem intenção de convencer os acadêmicos a boicotar o exame, indispensável para obter o diploma.
O delegado regional do MEC, Altevir Rocha de Andrade, lembra que no ano passado 93,7% dos inscritos compareceram, apesar da intensa campanha contrária feita pela União Nacional dos Estudantes. O provão já está consolidado, afirma.
O exame é obrigatório para os acadêmicos do último ano de Administração, Direito, Engenharia Civil, Engenharia Química, Odontologia e Medicina Veterinária. No Paraná, 76 estudantes farão a prova protegidos por liminares judiciais, já que, por erro das instituições em que estudam, não foram inscritos no prazo.
São 41 estudantes da Universidade Federal (38 de Direito, dois de Odontologia e um de Medicina Veterinária) e 35 das Faculdades Tuiuti (30 de Administração e cinco de Direito). O ministério acatou as liminares sem recorrer e não há risco de esses estudantes serem prejudicados, diz Rocha.
O delegado do MEC orienta os acadêmicos para que cheguem aos locais de provas no máximo às 12h45. A prova começa às 13 horas. Em Curitiba, integrantes do Diretório Central dos Acadêmicos da UFPR estarão desde cedo nesses locais, distribuindo panfletos contra o provão. É um instrumento que fragmenta a avaliação e só serve para fazer o ranking das universidades, argumenta Ana Carolina Caldas, coordenadora da entidade.
Ao contrário do que aconteceu ano passado, o Provão também deve transcorrer normalmente entre os acadêmicos da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Além de os professores estarem incentivando a participação, os cursos de Odontologia e Engenharia Civil tiveram aulas preparatórias para o teste. O curso de Odontologia, reconhecido como um dos melhores do País, quer fazer jus ao título e obter nota máxima no provão.
O interesse no exame tirou a iniciativa do DCE. Luciane Tessaro, coordenadora geral do diretório, disse que a tentativa de mobilização contra o provão seria inútil, uma vez que os acadêmicos estão mais preocupados com o futuro e com sua vida profissional. Eles sabem que, no final das contas, o único prejudicado pela ausência é o acadêmico, disse.
Para a coordenadora, mesmo que de uma maneira indireta, o reflexo do provão sempre irá atingir o aluno e seu futuro profissional. Ela avalia que o mercado vai acabar avaliando o profissional pela classificação de seu curso ou de sua universidade no provão.
Do total de acadêmicos que deveriam participar do exame no ano passado, 97% fizeram a prova. Os 3% que não compareceram eram acadêmicos ligados ao DCE ou a outro movimento estudantil. Este ano, a expectativa é atingir 100% de participação dos acadêmicos da UEPG. Estão inscritos 329 acadêmicos. As provas serão realizadas no Colégio Regente Feijó (Centro). No ano passado a UEPG foi classificada com nota C em todos os cursos.





