Provão destaca instituições do PR
Emerson Cervi
De Curitiba
O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, reforçou ontem que o destaque das universidades estaduais no resultado do último Exame Nacional de Cursos, o Provão, foi resultado do desempenho acima da média da Unioeste (Universidade do Oeste do Paraná). Ela passou da 34ª posição no Provão de 98 para a 8ª em 99. É uma posição maravilhosa para uma universidade que foi reconhecida há apenas seis anos, afirmou.
Apesar dos bons resultados, a rede estadual de ensino também figura no outro extremo do ranking. Os piores resultados foram da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), que caiu da 83ª posição para a 91ª e da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que passou da 21ª para a 29ª colocação. Tenho certeza que há potencial nestas duas entidades para uma melhoria significativa nos próximos anos. No caso da UEM, falta a priorização de uma proposta pedagógica mais avançada. Em média, o sistema estadual de ensino superior tem 61% do corpo docente de mestres e doutores, mas a universidade de Maringá está com 71%, ela tem os professores melhor preparados da rede. Em Ponta Grossa, ele acredita que será necessário uma integração maior da universidade com outros setores da sociedade local.
O ranking do Ministério da Educação listou as 118 melhores universidade do País no ano passado. A rede de ensino superior estadual avaliada é formada por cinco universidades e oito faculdades isoladas. A Universidade Estadual de Londrina (UEL) ficou com a 4ª colocação geral. Entre as oito melhores do País, quatro eram estaduais, duas do Paraná e duas de São Paulo, lembrou.
Os cursos avaliados pelo Provão recebem notas que variam de A a E, dependendo da estrutura de ensino, qualificação dos professores e desempenho dos alunos. Em 98 a rede estadual de ensino superior tinha recebido dez conceitos A, no ano passado eles foram 17. Para se ter idéia do bom desempenho de algumas instituições estaduais, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) ficou no 16º lugar e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) em 39º.
Para Wahrhaftig, um dos responsáveis pela qualidade do ensino estadual é a capacitação de professores. Em 94, as instituições de ensino superior tinham 1.379 professores graduados, 1.697 especialistas, 1.314 mestres e 456 doutores. No ano passado eram 757 graduados, 1.540 especialistas, 1.734 mestres e 929 doutores. São dados como esses que fazem a diferença.
Também houve um crescimento no volume de investimentos do governo do Estado. Em 94 foram R$ 73 milhões no setor. Em 99 ele subiu para R$ 270 milhões. A previsão para 2000 é de um orçamento de R$ 300 milhões.





