Provão avalia 500 mil este ano
Provão avalia 500 mil este ano
Arquivo FolhaParâmetroPara MEC, com o resultado do exame é possível traçar o perfil do aluno que está concluindo o 2º grauO Exame do Ensino Médio (Enem) é realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação, e foi aplicado pela primeira vez em agosto do ano passado, com a participação de aproximadamente 115 mil estudantes de 184 cidades diferentes. A prova é composta de uma redação e 63 questões objetivas.
O objetivo não é avaliar conteúdos específicos, mas as habilidades e competências desenvolvidas pelos alunos ao longo dos 11 anos de estudo, diz a coordenadora do projeto, Maria Inês Fini. Para este ano, a expectativa é que 500 mil alunos participem do exame em 161 municípios diferentes - 16 deles do Paraná.
As inscrições ocorrem de 7 a 18 de junho e as provas dia 29 de agosto. A participação é facultativa e a taxa cobrada é de R$ 20,00 por aluno.
Maria Inês destaca que na prova de conhecimentos gerais a ênfase não é a cobrança de fórmulas decoradas, como normalmente acontece nas avaliações de ensino. Pelo contrário: é observada a capacidade do aluno em dominar diferentes linguagens; compreender fenômenos naturais e sociais; solucionar problemas simples e complexos do dia-a-dia; organizar informações e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construção de argumentações consistentes; e elaborar propostas de intervenção na realidade.
Segundo Maria Inês Fini, com os resultados do exame é possível traçar o perfil do aluno que está concluindo o 2º grau no Brasil. E, a partir destes resultados, orientar a reforma do ensino médio definida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).
No ano passado, 58% dos alunos que fizeram a prova tiraram nota igual ou inferior a 4. E a média geral foi de apenas 4,6. Isso representa que ainda temos que melhorar muito o ensino médio no País, destaca Fini.
Para ela, o grande desafio para melhorar a qualidade do ensino no Brasil está na qualificação do professor. Em qualquer país do mundo é assim, acrescenta. (L.H.)





