Cerca de 400 mil alunos fizeram ontem em todo o Brasil o Exame Nacional de Cursos, o famoso Provão, do Ministério de Educação e Cultura (MEC). Este ano, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelo Exame, o objetivo foi avaliar a qualidade de mais de cinco mil cursos de 24 áreas, reunindo alunos de todo o País. A participação é obrigatória por lei para que o estudante obtenha o seu diploma. No Paraná mais de 26 mil alunos se inscreveram para o Exame, representando 359 cursos de 35 municípios do Estado. Em Londrina mais de dois mil alunos fizeram a inscrição e as desistências só deverão ser divulgados nos próximos dias pelo MEC.
A aluna do último ano de Direito, Camila Rupp, achou a prova extensa e complexa. Na sua prova foram quatro questões dissertativas com direito de responder duas, além de mais 40 questões objetivas. ‘‘O problema é que cai matéria do primeiro ao último ano do curso e tem muita coisa que a gente já esqueceu’’, desabafou a estudante. Como os formandos de Direito têm direito à consulta livre durante a prova, ela trouxe de casa quantos livros pôde carregar.
Segundo o coordenador de provas José Mario Bazan, da Fundação Carlos Chagas, do Rio de Janeiro, entidade responsável pela coordenação das provas em dois dos cinco colégios que realizaram o Exame ontem em Londrina, tudo transcorreu sem incidentes. No Colégio Vicente Rijo, 1.143 alunos de 11 cursos fizeram o provão. Bazan lembrou que os formandos que não fizeram a prova terão que fazer o exame no ano que vem.
Os amigos Hugo Telles e Fábio Corte Restitutti, do curso de Medicina Veterinária, também acharam a prova muito ‘‘cheia de detalhes dispensáveis.’’ Eles gostaram das questões dissertativas, que abordaram a parte prática do curso.

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