Provão avalia 170 mil universitários
Luciana Pombo
O Exame Nacional de Cursos do MEC, o Provão, reúne hoje, em todo o Brasil, 173.786 estudantes universitários dos cursos de administração de empresas, direito, engenharia civil, engenharia elétrica, engenharia mecânica, engenharia química, jornalismo, letras, matemática, medicina, medicina veterinária, odontologia e economia.
A quarta edição do Provão será iniciada às 13 horas, mas os estudantes devem chegar aos locais das provas às 12h15 para assinar a lista de presença e entregar a ficha de respostas do questionário-pesquisa. As provas terão duração de quatro horas e o tempo mínimo de permanência dos alunos nas salas será de 90 minutos. Os portões serão fechados às 13 horas e as pessoas que chegarem atrasadas não poderão fazer as provas. Teremos o maior rigor na aplicação do exame em todo o País, afirma Tancredo Maia Filho, coordenador do Provão.
Todas as provas terão em comum a avaliação de habilidades essenciais (como compreensão, interpretação, aplicação, raciocínio lógico e análise crítica), a interdisciplinaridade (articulando conhecimentos de diferentes matérias) e a aplicação de conhecimentos básicos em situações práticas. Maia Filho diz que em relação ao ano passado, as provas foram aprimoradas no nível de dificuldade, que está mais compatível à realidade dos cursos.
Para a realização das provas, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do MEC responsável pelo exame, organizou uma operação com o credenciamento de 670 observadores externos que acompanharão a aplicação do exame em 784 locais de provas em 415 municípios brasileiros. Estarão envolvidos no processo de aplicação das provas 16.017 pessoas, sendo 14.080 fiscais, 971 coordenadores e 966 auxiliares.
Maia Filho sugere para que os graduandos que não foram inscritos no Provão procurem um advogado imediatamente para entrar com um mandado de segurança na Justiça. Somente assim o aluno poderá garantir a prova, informa. Até ontem, a Justiça já havia concedido 300 liminares em todo o País e a expectativa é a de que até o início da tarde de hoje o número de liminares chegue a 500.
Protesto á A União Paranaense dos Estudantes (UPE) está aconselhando aos estudantes que usem roupas pretas e entreguem a prova em branco como forma de protesto. Em todo o Paraná, deverão ser distribuídos 15 mil panfletos e adesivos aos graduandos. Para Maia Filho, o protesto da UPE é uma atitude inconsequente e que acabará prejudicando apenas os cursos e as universidades.No Paraná, são 11.598 estudantes de 36 instituições de ensino superior inscritos no exame do Ministério da Educação
Agência EstadoPassadoRio de Janeiro, junho de 1997: protesto de estudantes universitários cariocas contra o Provão do MEC resulta em tumulto





