Em Londrina, o ENADE não passou na avaliação de muitos dos participantes. A estudante do 4º ano de Psicologia da UEL, Ana Maria Paschoal Lima, 21 anos, chegou a dizer que os perguntas pareciam piadas. ''Só faltou ter questão de ligar os pontos. Achei que eu teria uma boa avaliação da minha capacidade, mas essa prova não serviu para nada. Concordo com o Enade, mas não desse jeito'', afirmou.
Outro que parecia bastante irritado com o exame era o estudante do último ano de Biomedicina da UEL, Angelo Torres, 24 anos. Além de confirmar a facilidade excessiva das questões, ele criticou a obrigatoriedade de presença. ''Isso é algo completamente antidemocrático. Também não acho que devesse ser a única forma de avaliar o curso. Os professores também deveriam fazer provas'', comentou.
A estudante do 1º ano do curso de Direito da UEL garantiu que só compareceu ao Enade por causa da necessidade da prova no futuro. ''Disseram que se não fizesse, eu não poderia colar grau no fim da faculdade. Acho legal para avaliar o curso, mas a prova me pareceu muito fácil. Estou só no primeiro ano e consegui responder várias perguntas'', disse. ''Todo mundo estava reclamando de ter de fazer a prova. Até concordo que seja válida, mas não deveria ser a única maneira de avaliar um curso'', completou a estudante do 1º ano de Direito, Alana Faconti Bungart, 19 anos.
Em Londrina, dez escolas foram utilizadas na avaliação do desempenho de 4031 alunos. A prova foi composta de 40 questões, sendo dez sobre temas gerais e o restante de assuntos específicos de cada área.

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