Curitiba A primeira rebelião em presídios no governo Roberto Requião (PMDB) está pondo à prova as novas medidas de segurança implementadas pelo Palácio Iguaçu em caso de situações de crise no sistema prisional. Por uma resolução do Poder Executivo, uma comissão com representantes da Justiça, Ministério Público, secretarias de Segurança, Justiça e do próprio Palácio Iguaçu é formada assim que uma situação de risco apareça nas cadeias do Estado.
Logo após a confirmação da rebelião na PEP, a comissão emitiu uma ordem para que os detentos na unidade e em todas os presídios do Estado fossem recolhidos para evitar uma reação em sequência. A luz e a água da sétima galeria foram cortadas, e a ala foi isolada para evitar que a rebelião se alastrasse.
A resolução também prevê novas normas quanto a atuação da Polícia Militar (PM). Durante toda a rebelião, apenas um capitão foi liberado para entrar no presídio e conduzir a negociação. Para evitar um clima de tensão na unidade, a tropa de choque foi proibida de entrar na PEP. A presença da imprensa também foi vetada no interior do presídio, embora uma concessão às televisões tenha sido feita a pedido dos rebelados.

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