Prova ajuda a valorizar profissão
Quando fez seu primeiro - e único - exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em dezembro de 2004, Karla Nidahara não tinha nem colado grau como bacharel em Direito. Ela conta que, devido à reposição de aulas, em decorrência da última grande greve da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a princípio os alunos não teriam condições de prestar o exame já em dezembro. Mas uma permissão de última hora fez com que alguns estudantes arriscassem fazer a prova. ''Havia a incerteza, a possibilidade de nossa inscrição ser indeferida. Com tudo isso, nem deu tempo de ficar nervosa'', revela. Essas circunstâncias também fizeram com que ela não se preparasse especificamente para o exame.
Assim, em vez de estudos de última hora, o que fez a diferença, em seu caso, foram todas as horas de estudo durante os cinco anos do curso de Direito. Karla acertou 75% da prova na primeira fase, e credita essa conquista a uma graduação bem-feita. ''Na segunda fase, os conhecimentos e a experiência adquiridos com o estágio também contribuíram bastante'', afirma.
Para ela, apesar de a estrutura da faculdade exercer certa influência, a receita para integrar o restrito rol dos aprovados está na dedicação pessoal de cada candidato - dedicação essa que, anteriormente, já havia levado Karla a ingressar em uma universidade estadual depois de estudar a vida inteira em escola pública. ''Passar ou não depende muito do empenho do aluno.''
A jovem advogada considera que o exame da Ordem ajuda a valorizar a profissão. ''Hoje, vejo que é importante que o exame tenha uma certa dificuldade, até para manter o nível de credibilidade dos profissionais'', admite. (A.I.)





