Protótipo já tem dono
O protótipo criado pelo mecânico Sérgio Ywanchechen bem que poderia ser colocado à venda, se já não tivesse um dono. Ex-funcionário de olaria, Marinaldo Favato, 38, esperou ansioso pela construção do veículo, cujos R$ 2 mil de custo ele mesmo bancou, passo a passo, para que agora a invenção pudesse circular pelas ruas da cidade.
Casado e pai de dois filhos, Favato teve a vida completamente mudada há cerca de nove anos, quando sofreu um acidente de carro e ficou paraplégico. Com isso, o orçamento da casa ficou praticamente todo a cargo da esposa, cabeleireira. Ele afirma que a limitação física muitas vezes o desanimou a procurar um emprego. Mas garante que o triciclo já está mudando essa realidade: ''Um depósito de materiais para construção de Londrina vai me pagar para que eu visite as obras, com o veículo, levando uma espécie de carretinha'', comemora. Para isso, ele receberá também uma ajuda de custo para o combustível. Mas para ele, assegura, isso nem se compara à sensação de liberdade redescoberta. ''Já utilizo um carro adaptado. Mesmo assim, não tinha independência para as tarefas como abrir o portão de casa'', conta.
Apesar de concluído, porém, o protótipo deve sofrer algumas adaptações. A principal será a instalação de um cinto de segurança para as pernas, a fim de protegê-las de impactos, já que o deficiente não tem controle sobre elas. O capacete, a exemplo de qualquer outro veículo dessa espécie, também é item obrigatório.





