Protocolo garante presença da PM
Uma medida tomada há mais de cinco anos no Paraná tem garantido a segurança dos bombeiros. O chamado protocolo de atendimento garante a presença da polícia em determinadas ocorrências. Em muitos casos, os socorristas precisam precisam se proteger com coletes à prova de balas. O comandante do Corpo de Bombeiros de Londrina, capitão Luis Alberto Bueno Cândido, explica que o procedimento passou a ser colocado em prática depois de casos de socorristas feridos durante atendimentos em Londrina e Curitiba.
Esse protocolo ocorre especificamente nas ocorrências ligadas a ferimentos por arma de fogo, arma branca e agressões em geral. Geralmente também é solicitada a presença da polícia em atendimentos nos bairros mais problemáticos, explicou o capitão Bueno. O bombeiro é um militar, mas não anda armado, ele nem é preparado para isso.
Até a impaciência das pessoas que solicitam a presença do Siate pode gerar problemas. O capitão Bueno se recorda do atendimento a um acidente de trânsito no Conjunto Maria Cecília (Zona Norte), onde populares apedrejaram a ambulância, alegando demora na chegada. Levamos seis minutos para chegar no local, ou seja, estávamos dentro da nossa média, que varia de cinco a oito minutos. Infelizmente, não tem como as viaturas chegaram mais rápido, principalmente em horários de pico, como no final da tarde, explicou. Atualmente o Siate registra cerca de 20 a 25 ocorrências por dia.
O porta-voz do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente Ricardo Eguedis, explicou que o trabalho conjunto ocorre há anos sem nenhum tipo de problema. É um apoio mútuo e geralmente quando há alguma agressão, há também algum crime. A polícia colabora também no intuito de localizar e prender os criminosos, disse. (F.B.)





