Pais e alunos do Centro de Ocupação de Londrina (COL), instituição que atende jovens com necessidades especiais, fizeram ontem à tarde manifestações contra a intervenção determinada pela Vara de Infância e Juventude. A passeata saiu do COL, no Jardim Colina Verde (zona sul), reunindo cerca de 50 pessoas que foram até o Fórum de Londrina. A promotora Édina Maria Silva de Paula se recusou a receber os manifestantes.
Eles exigiam o fim da intervenção e o retorno das funcionárias afastadas da escola, no último dia 12. A promotora pediu o afastamento depois de receber denúncia de maus tratos. Por ordem da Justiça, foram nomeados cinco interventores.
Sueli Fioramosca, uma das organizadoras do protesto e tia de um aluno, afirma que os nomes indicados para trabalhar na escola não agradaram. ''Se não pudermos ter de volta a antiga diretoria, que ao menos sejam nomeadas para a intervenção pessoas isentas'', exige Sueli.
Vários familiares reclamam que o afastamento das funcionárias teve reflexos negativos no comportamento dos alunos. Segundo a mãe Terezinha Cunha dos Santos, seu filho e outros meninos passaram a ter crises e até se tornaram mais violentos. ''Depois de anos convivendo com aquelas profissionais os alunos não aceitam o distanciamento'', conta. Cerca de 15 alunos acompanharam a passeata.
A promotora passou a tarde reunida com o juiz Ademir Ribeiro Richter, também da Vara de Infância e Juventude e que está trabalhando no caso. A reportagem da Folha tentou contatos por telefone e no próprio Fórum, mas não houve resposta.
Ontem à tarde, os pais de alunos do COL também estiveram na Câmara de Vereadores para pedir apoio. Como resposta, a Comissão de Seguridade Social informou que iria requisitar para ainda hoje uma reunião com a promotora para discutir o assunto. (Colaborou Fábio Galão)

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