Uma passeata de estudantes em defesa da Copel e em defesa da escola pública terminou em quebra-quebra e com cenas de vandalismo nas ruas de Curitiba. Diversos carros tiveram os pneus furados, vidros quebrados, tampas de tanques arrancados, lataria riscada. As portas do Shopping Mueller, no Centro Cívico, chegaram a ser fechadas por alguns instantes para impedir uma invasão.
O presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes), Edimir Maciel, justificou que as principais lideranças não têm como atender todos os manifestantes. ‘‘São dez mil pessoas participando. Podem ocorrer pequenos incidentes, mas nada que comprometa a nossa luta’’, declarou ele. De acordo com material divulgado pelo movimento estudantil, cinco mil estudantes participaram do protesto.
O assessor de imprensa do deputado Geraldo Cartário (PSL), Gilberto Campos, teve um pneu do carro furado e o tanque do carro arrancado pelos estudantes. A avaliação do sargento Gonçalves, do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPtran), sobre o número de participantes no protesto é mesma dos estudantes. Segundo o sargento, a manifestação teve adesão de cerca de cinco mil pessoas. ‘‘Eram muitos os estudantes e tivemos diversos problemas para conter a violência’’, afirmou ele. Nenhuma pessoa foi ferida durante o manifesto, segundo a Polícia Militar. O Pelotão de Choque da Polícia Militar chegou a ser acinado, mas não entrou em ação.
Apesar dos atos de depredação, não houve nenhum confronto entre estudantes e policiais. De acordo com Felipe Maia, vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), não houve nenhum excesso na relação polícia-manifestantes.
Os estudantes saíram por volta das 9h30 da Praça Santos Andrade e fizeram uma concentração em frente ao Palácio Iguaçu. ‘‘O objetivo do encontro foi o de sensibilizar o governador Jaime Lerner e os deputados estaduais sobre a importância da Copel. É um grito em favor da estatal’’, afirmou Gustavo Henrique Moraes, que disputa a presidência da União Paranaense dos Estudantes (UPE).
A manifestação teria sido promovida pela UPE, Upes, UNE e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). A diretoria da UPE divulgou nota afirmando que nenhum de seus membros ou diretores participou do protesto. A nota diz ainda que a entidade ‘‘não se responsabiliza pelo vandalismo dos elementos que promoveram e participaram daquele ato’’.Além de lutar contra a privatização da Copel, os estudantes usaram os microfones para reforçar a defesa da universidade pública e do passe livre.

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