Protesto também em Cascavel
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de agosto de 2001
Gilmar Agassi<BR>De Cascavel 
Em Cascavel os professores também reduziram as aulas para protestar. O protesto serviu também para que fosse discutida a paralisação geral que ocorrerá em todo Estado no próximo dia 30.
O secretário de imprensa da APP-Sindicato de Cascavel, Ivanildo Claro da Silva, afirma que a insistência do governo estadual em não reajustar o salário do funcionalismo e a falta de cumprimento dos compromissos com diversas classes está contribuindo ''para a construção de uma mobilização unificada de todos os servidores públicos estaduais''.
Ivanildo observa que uma das principais reclamações da classe está relacionada ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários, que desde 1998 está na Assembléia Legislativa esperando para ser votado. ''Era para o governo ter elaborado esse plano, mas como não fizeram nós tomamos a iniciativa. Mas não adiantou nada porque os deputados estão sendo orientados a não deixar o projeto avançar'', reclama.
O sindicalista completa que uma das promessas feitas no ano passado era de que as eleições para diretores das escolas públicas seriam realizadas de forma direta. Entretanto, o decreto 4.313, de 17 de junho de 2001, não leva em conta a autonomia da comunidade escolar na escolha de seu diretor. Segundo Ivanildo, ''haverá uma indicação biônica por parte do Núcleo de Ensino que estará favorecendo o candidato do governo na disputa ao cargo.''
Ivanildo garantiu que se o governo não rever suas atitudes e cumprir com os acordos firmados, a partir do dia 17 de setembro todo o funcionalismo público entrará em greve por tempo indeterminado.


