Protesto reúne poucos servidores
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segunda-feira, 11 de agosto de 1997
Umuarama 
Pouco mais de 100 servidores públicos municipais de Umuarama participaram ontem do protesto contra o arrocho salarial, corte de horas extras e outros benefícios trabalhistas. O protesto reuniu professores, operadores de máquinas e motoristas, mas não chegou a paralisar serviços.
No final da manhã, a maioria dos manifestantes havia se dispersado e apenas um grupo de 10 pessoas passou o dia reunido na Praça Hênio Romagnolli. A prefeitura de Umuarama tem cerca de 1.500 servidores.
Os funcionários reclamam do não-cumprimento da lei aprovada pela Câmara em julho do ano passado e que prevê o repasse mensal da inflação aos salários.
Em maio, o prefeito Fernando Scanavaca (PPB) concordou em pagar o índice acumulado desde janeiro (2,47%), mas deixou claro que não vai mais repassar a inflação. Os servidores criticam também o não-repasse do reajuste de 7,14% do salário mínimo. Eles reclamam ainda do corte de horas extras, de salário-família para filhos com mais de 14 anos e a suspensão da licença-prêmio.
Salário melhorO chefe de gabinete da prefeitura, Valdir Miranda, disse ontem que a prefeitura já esperava pouca adesão ao protesto. Segundo Miranda, a média salarial da maioria dos insatisfeitos é maior que de outras cidades do porte de Umuarama.
Quanto aos cortes de benefícios, Miranda explicou que a prefeitura apenas lançou mão de medidas legais para evitar desperdícios e reduzir os gastos com a folha de pagamento. Uma das medidas foi a adoção do expediente de 8 horas diárias para evitar o pagamento de horas extras.


