Aproximadamente mil pessoas participaram domingo de uma passeata para protestar a morte do advogado Orlando Marcos Carvalho de Melo, 24 anos, assassinado com três tiros (acertados na região torácica) na madrugada de 14 de dezembro em Ribeirão do Pinhal (53 a oeste de Jacarezinho). Segundo testemunhas, os tiros foram disparados pelo comerciante Genésio de Souza, após Marcos ter discutido com o irmão de Genésio, Isaias de Souza, durante um baile.
Genésio teve prisão preventiva decretada no dia 15, mas até a tarde de ontem ele ainda não tinha se apresentado à Polícia. A família do advogado quer justiça para o caso. ‘‘A única coisa que pretendemos é que Genésio seja preso’’, afirmou o tio da vítima, Jurandir Carvalho Melo. Ele disse que a família teme outras reações de Genésio enquanto ele estiver solto.
‘‘O crime foi uma execução porque Genésio tomou as dores do irmão, Isaías de Souza, que havia se desentendido com Marcos’’, diz Jurandir. Ele conta que Isaías estava interessado em uma moça (não identificada). ‘‘Como a moça queria despistar Isaías, chamou Marcos para ficar perto dela. Isaías não se conformou e ficou insultando meu sobrinho até que ele lhe acertou um murro na boca’’, contou o tio da vítima
Marcos machucou a mão com o golpe que deu em Isaías e saiu do clube para ir até o posto de saúde. ‘‘Ao voltar para o clube, Genésio estava esperando ele dentro do carro e sem que Marcos visse, fez os disparos’’, contou o tio.
A família de Genésio não quis se pronunciar sobre o caso. Eles encaminharam toda responsabilidade para o advogado Moacir Correia, de Curitiba. Correia não foi encontrado pela Folha.

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