Protesto reúne mais de mil em Londrina
Lucilia Okamura
De Londrina
Um pedágio para distribuir adesivos e panfletos, a partir das 7 horas, abriu ontem, em Londrina, o dia de protesto das universidades estaduais e faculdades isoladas do Paraná. Aproximadamente mil pessoas, entre professores e funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL), participaram da paralisação, que teve o objetivo de cobrar seis reivindicações do governo do Estado, entre elas a reposição salarial de 42%.
Os manifestantes improvisaram cancelas nas duas entradas do câmpus universitário (zona sul da cidade) e pararam todos os veículos para colocar o adesivo Pedágio do ensino Superior/Tarifa: Salário Digno, Progressão de Carreira.
Um pequeno congestionamento foi formado durante poucos minutos, mas não causou transtornos, segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-administrativos da UEL (Assuel), Itamar Nascimento. Distribuímos três mil adesivos, contou.
Em seguida, os professores e funcionários, com a adesão também de estudantes, se reuniram ao lado do Restaurante Universitário (RU) durante toda a manhã. Faixas de protesto contra o governo mostravam as principais reivindicações das duas categorias: autonomia universitária definitiva e reajuste salarial. No início da tarde, eles se reuniram em frente ao Hospital Universitário (zona leste de Londrina), onde foi feita uma panfletagem.
A autonomia universitária definitiva deveria ser dada pelo governo do Estado em dezembro, mas a situação está indefinida, segundo Nascimento. Sem a autonomia, uma série de reivindicações está também sem definição, observou.
Sobre o pedido de reajuste de 42%, o presidente da Assuel explicou que os servidores estão sem reposição desde agosto de 95. Segundo ele, o menor salário na UEL é de R$ 180,00. Daqui a pouco vai ter funcionário recebendo menos que o salário mínimo, alertou.
Nascimento comentou a entrevista do secretário de Estado de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, publicada ontem na Folha. Segundo o secretário, de 95 a 99 os professores receberam 140% de aumento. O secretário está confundindo as coisas. Houve, sim, a implantação de um Plano de Carreira, Cargos e Salários em 97, mas não foi reajuste, afirmou.
Um ofício foi enviado anteontem ao secretário, pedindo uma audiência para negociar as reivindicações. Entre elas estão incluídas a regulamentação da progressão de carreira, instituição da data-base, reconhecimento do direito à licença prêmio/especial e uma previdência social e assistência médica-hospitalar dignas. Os professores reivindicam ainda o pagamento de precatórios de R$ 9,5 milhões referente a uma ação judicial movida pelo Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol). Até o início da noite o governo não havia dado resposta sobre as propostas.
O presidente do Sindiprol, Cesar Antonio Caggiano Santos, explicou que a paralisação de ontem foi o início da campanha salarial que o Comitê em Defesa do Ensino Superior Público do Paraná está lançando. Em breve vamos reunir o comitê para avaliar este início de campanha, disse.
O reitor da UEL, Jackson Proença Testa, foi procurado. Segundo a assessoria de imprensa, ele não poderia se pronunciar ontem por causa de compromissos.Servidores e professores das instituições estaduais de ensino superior se mobilizaram ontem reivindicando reposição salarial de 42%
Paulo WolfgangPaulo WolfgangPARALISAÇÃOA manifestação começou logo cedo no câmpus da UEL (ao lado) com o objetivo de cobrar 6 reivindicações do governo estadual. Grupo de manifestantes distribuiram panfletos e colaram adesivos em carros que se dirigiam ao câmpus pela Avenida Castelo Branco. Durante toda manhã, servidores, funcionários e alunos, portando faixas, se concetraram ao lado do Restaurante Universitário





