Em Maringá, a manifestação contra o governo do Estado reuniu cerca de cinco mil pessoas, entre servidores públicos estaduais, mulheres de policiais militares, trabalhadores sem-terra e mutuários da Caixa Econômica Federal. Os manifestantes se reuniram na Praça Raposo Tavares, às 9 horas, e por volta das 11 horas seguiram em passeata pela Avenida Brasil e Rua Santos Dumont, no centro da cidade. A maior parte dos manifestantes eram professores, funcionários e estudantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que decidiram em assembléia realizada ontem cedo pela deflagração da greve por tempo indeterminado.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), João Alencar Panphile, a greve teve aprovação de 100% do funcionalismo da UEM. Ele disse que apenas os serviços essenciais serão mantidos pela instituição. A UEM conta com cerca de 4 mil servidores. Com a greve, cerca da 8 mil estudantes ficarão sem aulas.
Professores e funcionários das escolas públicas estaduais de Maringá também permanecem em greve por tempo indeterminado. De acordo com a assessoria da APP Sindicato em Maringá e região, a adesão à greve é de 90%. Já os funcionários e agentes da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM) entraram em greve ontem e também participaram da passeata. Dos 170 funcionários da PEM, apenas 12 agentes não paralisaram as atividades para garantir a segurança do presídio.
Durante a passeata, os manifestantes só fizeram uma parada em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal. O presidente da Associação dos Mutuários da Caixa, Claudio Timossi, discursou em defesa de uma política de habitação mais justa para os trabalhadores. ‘‘Entendemos que o problema da habitação é de todos e, além do mais, boa parte dos mutuários da Caixa é professor e sofre as ameaças do despejo’’, disse. Segundo ele, cerca de 300 mutuários de Maringá, Sarandi e Paiçandu participaram da passeata. Da Caixa, os manifestantes seguiram até a Praça Raposo Tavares.
Outras universidades Os professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) entraram ontem em greve e continuam a paralisação hoje. Amanhã os alunos voltam a ter aulas normalmente. A greve, no entanto, pode ser retomada após o dia 8 de junho – data da próxima assembléia do Sindicato dos Trabalhadores da UEPG (Sintespo).
Uma das reivindicações dos docentes da UEPG é que a assistência médica seja prestada em Ponta Grossa. Eles reclamam que para serem atendidos pelo Instituto de Previdência do Estado (IPE), os servidores públicos do município precisam se deslocar para Curitiba.
Em Guarapuava, os funcionários da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) também participam da greve estadual. Segundo a presidente do
Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior (Sintesu), Maria Aparecida Saramento, aproximadamente 80% dos servidores pararam, o que superou a expectativa dos organizadores do movimento. (Colaboraram Michele Muller, de Curitiba, e Luiz Carlos Dias Junior, de Guarapuava)

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