Protesto reúne 150 pessoas
Marcos Zanatta
De Maringá
Entidades sociais de Maringá realizaram ontem a manifestação do Grito dos Excluídos, aproveitando o movimento do comércio pela manhã. Em todo o país a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), principal articuladora do Grito, promove manifestações na terça-feira, feriado da Independência. No ano passado a manifestação ficou esvaziada por causa do feriado, quando as ruas ficam vazias em Maringá, disse à Folha a professora Aracy Adorno Reis, da APP-Sindicato e do Movimento Consciência Negra de Maringá. Sábado de manhã o movimento é grande, inclusive de moradores da região, justificou.
A manifestação reuniu cerca de 150 pessoas, que fizeram uma caminhada de aproximadamente 500 metros pela Avenida Brasil, com ato público da Praça Raposo Tavares. Apesar da CNBB divulgar que o ato não é político, e sim em defesa da cidadania e da igualdade social, faixas e palavras de ordem contra o governo foi a tônica da manifestação. Segundo Aracy Reis, o principal alerta do grito este ano é denunciar o desemprego. Todos estão com a carteira de trabalho na marcha para protestar, disse.
Araci Reis rebate as informações oficiais do município, de que Maringá tem um índice de 2% de desemprego, contra a média de 6% no resto do país. Basta a gente passar na frente da agência de emprego do Sempre e constatar a realidade, lembra. Aracy observou ainda que como a manifestação é aberta, reuniu um número de pessoas dentro do esperado. Todas as entidades que representam e defendem os trabalhadores estão aqui, afirmou.





