Um protesto de moradores, no final da tarde de ontem, deixou congestionada a Avenida Manoel Ribas, no bairro de Santa Felicidade, em Curitiba. Cerca de 100 pessoas participaram da ‘‘Marcha da Família pelo Contorno Norte, Jᒒ. Prometida pelo governo do Estado para este ano ainda, a obra está paralisada por falta de recursos e não há previsão de quando poderá ser retomada.
Com faixas, cartazes e o auxílio de um alto-falante, os moradores percorreram uma das faixas da avenida tentando chamar a atenção das autoridades para os problemas trazidos pela falta de conclusão do contorno. ‘‘Nós já estamos negociando com a casa Civil, que deve nos dar uma posição ainda na semana que vem’’, explicou o porta-voz da marcha, Jacó Bettoni. ‘‘No dia 12 de setembro do ano passado, o governador do Estado e o prefeito vieram até aqui prometendo a conclusão do contorno no prazo de um ano, estamos a quatro meses do término dele, e a obra ainda nem saiu da primeira fase.’’
Segundo os moradores, não são raros os casos de rachaduras nas casas, além da poluição e de congestionamentos constantes, desde que caminhões começaram a transitar pelo local.
No Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a explicação para o atraso nas obras, que estaria trazendo tantos transtornos, é dada com a readequação financeira do governo. ‘‘Todos os procedimentos que deveriam ser tomados, o DER já tomou’’, garantiu o diretor-geral Paulinho Dalmaz. ‘‘Temos uma empresa contratada, estudos de impacto ambiental concluídos e tudo preparado para as desapropriações. Só faltam os recursos, que já estão sendo buscados pela Secretaria de Estado da Fazenda.’’
De acordo com o diretor há ainda outras dívidas do departamento com empreiteiras que precisam ser saldadas antes, para que depois possam ser inciadas novas obras. Entre elas, as de conclusão da segunda fase do Contorno Norte. Ligando a BR-277, via Santa Felicidade, até Almirante Tamandaré, o contorno, que tem uma extensão total de oito quilômetros e 700 metros, só tem concluídos até agora cinco quilômetros.

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