Protesto provoca muita espera no Instituto do Câncer
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quinta-feira, 09 de agosto de 2001
Célia Guerra<BR>De Londrina 
O protesto com duas horas de paralisação dos funcionários do Instituto de Câncer de Londrina (ICL) provocou uma longa fila de espera no ambulatório ontem. Os empregados da área de saúde reivindicam reposição de 7,07% relativa à inflação dos últimos 12 meses.
Os serviços de atendimento aos pacientes internos, exames de cintilografia, aplicações de quimioterapia e cobalto foram mantidos no hospital, mas com um número reduzido de pessoal. Cinco cirurgias foram canceladas. Os médicos que atenderiam as consultas do ambulatório também apoiaram o manifesto.
A adesão ao movimento, segundo a presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimento de Saúde (SinSaúde), Ana Maria da Cruz, chegou a 80%. Entre os pacientes que estavam na fila, alguns desde o final da madrugada, havia pessoas irritadas, mas a grande maioria compreendeu o protesto.
A dona de casa Iria Rocha Fernandes, 73 anos, de Marilândia do Sul (34 km ao sul de Apucarana), havia chegado ao hospital por volta da 6h30, mas aceitou a situação. Theresinha da Silva, 61 anos, de Londrina, acompanhava a tia Lourdes Tonieti, 66 anos, e também considerou justo o protesto.
Após as 9 horas, quando terminou a manifestação, os funcionários do ICL agilizaram os atendimentos e por volta do meio-dia já não havia mais filas. Uma funcionária informou que nenhum imprevisto foi registrado. Hoje, as duas horas de paralisação devem ocorrer na Santa Casa e segunda-feira no Hospital Evangélico.
O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Saúde de Londrina Região, Antônio Carlos Ribeiro, que também é diretor-geral do Hospital Evangélico, considerou ilegal a paralisação dos funcionários do Instituto de Câncer. Segundo ele, as negociações salariais ainda não terminaram.
O sindicato patronal decidiu que a atitude dos funcionários do ICL será comunicada ao Ministério do Trabalho na manhã de hoje. Ribeiro frisou que qualquer tipo de paralisação precisa ser comunicada ao sindicato patronal com pelo menos 72 horas de antecedência.
O representante dos hospitais disse que a única possibilidade imediata de reajustar os salários dos funcionários seria o aumento na tabela de procedimentos dos convênios de sa© úde. Segundo ele, esses serviços não são reajustados há dois anos. Ribeiro afirmou que os convênios aumentaram os valores cobrados dos usuários.


