O protesto de estudantes, funcionários e professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) conseguiu parar ontem pela manhã algumas ruas do centro da cidade.
De acordo com a Polícia Militar, cerca de 200 pessoas, na maioria estudantes, realizaram um ato na frente do Coreto no Calçadão contra o corte de verbas feito pelo governo estadual. Em seguida, com apitos e cantando músicas de protestos ‘‘Não pago, não pago. Educação não é supermercado!’ os manifestantes saíram em passeata pelas ruas centrais e pelo Calçadão.
Segundo os dirigentes do movimento, o governo estadual pretende reduzir 84% da verba de manutenção e 10% da folha de pagamento das universidades estaduais. As bolsas de pesquisa, como a da CNPq e Capes, também estão sendo canceladas pelo governo federal. ‘‘O poder público de Londrina tem que começar a se manifestar sobre o problema. A UEL faz parte da cidade e sua importância é vital para a sociedade’’, disse Sandra Regina de Oliveira Garcia, presidente da Associação dos Docentes da UEL (Aduel).
Panfletos distribuídos para a população explicavam que os cortes poderão afetar os serviços gratuitos dados à comunidade, como o Hospital Universitário (HU), Hospital das Clínicas, Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos, Clínicas Odontológicas e Psicológica, entre outros.
‘‘O último dia de aula nas universidades é nesta sexta-feira. É nesse tempo que o governo aproveita e baixa as medidas. Mas desta vez vamos mostrar que estamos unidos e vamos lutar até o fim’’, disse o presidente da Associação dos Servidores Técnicos Administrativos da UEL (Assuel), Itamar Nascimento. As outras universidades estaduais também realizam atos conjuntos contra os cortes.
Os representantes do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviço de Saúde de Londrina (Sinsaúde), Aduel, Assuel e DCE vão a Curitiba hoje para entregar à Assembléia Legislativa e ao governador Jaime Lerner as reivindicações. Ontem, eles participaram da sessão da Câmara de Vereadores e foram recebidos em audiência pelo prefeito Antonio Belinati (sem partido). O prefeito lembrou a importância da UEL e disse que vai intervir em favor do movimento com a vice-governadora, Emília Belinati.

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