A família da jovem Simone Aparecida dos Santos, 16 anos, morta no ano passado, realizou um ato público no Calçadão de Londrina (área central), ontem de manhã. A manifestação teve o apoio do Centro de Direitos Humanos (CDH) de Londrina e contou com a participação de parentes e amigos da vítima. Simone foi assassinada em junho de 1999 pelo namorado Luiz Carlos Gouveia, acusado de ser traficante e conhecido como ‘‘Ratinho’’.
O protesto pediu um aumento da pena de Gouveia, condenado a um ano de prisão depois de confessar o crime à polícia. ‘‘Eu não quero vingança, quero que se faça justiça para que outras pessoas não passem pela dor que estou passando’’, disse a mãe da vítima, Maria Aparecida dos Santos.
‘‘Uma pena mais rigorosa não vai trazer Simone de volta, mas vai nos dar um sentimento de segurança para que os marginais não fiquem agindo à vontade sem medo de serem punidos’’, afirmou César Caggiano Santos, amigo da vítima e presidente do Sindicato dos Professores de Londrina.
Gouveia foi preso pela Polícia Militar com 82 papelotes de cocaína e confessou ter matado Simone, por ciúmes, com um tiro na testa. Antes da prisão, ele havia se apresentado à polícia com um advogado, quatro dias depois do crime, alegando que o tiro fora disparado acidentalmente e que os dois estariam brincando de ‘‘roleta russa’’.
O primeiro julgamento ocorreu no dia 22 de março desse ano. A família está indignada com o tempo imposto na pena, que considera pequena. O promotor da 1ª Vara Criminal, Miguel Jorge Sogaiar, recorreu do resultado do julgamento, pedindo um novo júri, marcado para terça-feira.

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