Jataizinho O serviço de coleta de lixo e varrição de Jataizinho (21 km a leste de Londrina) foi suspenso ontem, em virtude de uma paralisação dos funcionários em protesto contra o atraso na liberação de cestas básicas. Eles também reivindicam reposição salarial de 38%. O sindicato dos servidores faz assembléia na segunda-feira para discutir greve geral.
Segundo o sindicato, 80 servidores estavam parados ontem. As cestas deveriam ter sido entregues no dia 15. O benefício atinge 162 funcionários com salário de R$ 250. ''Com esse salário, o povo precisa da cesta senão passa fome'', afirmou o presidente do sindicato, Claudinei de Oliveira Cabral.
O chefe de gabinete da Prefeitura, Marcos Cezar, confirmou o atraso mas afirmou que a data de entrega é no dia 20. Segundo ele, houve demora na licitação das cestas devido ao feriado de Carnaval. ''A licitação saiu hoje e na segunda-feira todos receberão a cesta'', afirmou.
Ele também argumentou que o Executivo já propôs um Plano de Cargos e Salários (PCS) que inicia trâmite na Câmara na segunda-feira. Segundo ele, pelo plano, o setor teria os salários corrigidos para R$ 250 e reajuste de 20%. O salário-base da categoria é R$ 175. Contudo, como o pagamento inferior ao salário mínimo é ilegal eles já recebem R$ 240. ''Se eles receberam 38% sobre o salário real deles, o aumento será menor que o proposto no PCS que, até agora, o sindicato não aprovou'', afirmou.
A prefeita de Jataizinho, Teresinha de Fátima Sanchez (PMDB), disse que o movimento tem motivações eleitorais. ''Isso é um jogo político, por causa de um atraso de oito dias na cesta eles começaram esse movimento'', afirmou, que frisa que há candidatos a vereador na cabeça do movimento. Ela não acredita que o funcionalismo opte pela greve. ''São uns uns 13 ou 15 funcionários que pararam ontem'', minimizou.
Segundo o presidente do sindicato, os servidores não aprovaram o plano de cargos porque o Executivo ainda não mandou uma lista pormenorizada do salário de cada cargo. ''A prefeita e os vereadores já tiveram aumento de 24% e nós estamos há quatro anos sem reajuste nenhum'', finalizou.

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