Edinelson Alves
De Rolândia
Especial para a Folha
Um protesto dos servidores municipais de Rolândia (25 km a oeste de Londrina) paralisou ontem a maior parte dos serviços da prefeitura, entre eles o atendimento nos postos de saúde, as aulas nas 10 escolas municipais e ainda a limpeza pública. A presidente do Sindicato dos Servidores, Silvia Motta, afirmou que cerca de 400 funcionários, entre os 1.000 servidores, aderiram à paralisação de advertência.
Aproximadamente 300 pessoas participaram da manifestação em frente ao prédio da prefeitura onde foram colocados faixas e cartazes com críticas à administração municipal. Além do pagamento em dia, o funcionalismo reivindica 15% de aumento. A sindicalista criticou a atitude do prefeito José Perazolo (PTB) pela falta de negociação. ‘‘A simples abertura de diálogo teria evitado o protesto do funcionalismo’’, observou.
Silvia disse que a estratégia é voltar hoje ao trabalho em busca de uma nova oportunidade de negociação. ‘‘Caso não seja alcançado um acordo, não teremos outra saída senão decretar uma greve mais prolongada’’, afirmou. A sindicalista disse que houve pressão da prefeitura. ‘‘Pouco antes da assembléia de terça-feira a prefeitura soltou um folheto intimidatório’’, criticou.
A presidente da Associação dos Professores Municipais, Alzira Casado, também disse que houve pressão contra os professores. ‘‘Isso revoltou a categoria e aumentou a adesão ao movimento’’, disse uma professora que não quis ser identificada.
O vice-prefeito João Dário (PPS) disse que ‘‘toda manifestação é um direito do trabalhador, desde que seja dentro da legalidade’’. ‘‘Entrar no pátio da prefeitura de madrugada para impedir a normalidade dos serviços não é uma atitude correta’’, criticou. Dário, que chegou ontem cedo de Brasília, disse que entrou em contato com o prefeito José Perazolo, em Curitiba, que estaria irritado com a paralisação dos servidores.
O vice-prefeito não quis falar sobre possíveis demissões, mas disse que não ficará surpreso se essa for a decisão do prefeito. ‘‘Perazolo tem feito todo esforço para diminuir o atraso dos salários e nunca aceitou discutir demissões como opção de corte de despesa. Depois da provocação dessa greve, não sei qual será a decisão dele’’, disse Dário.Servidores querem negociar com o prefeito o fim dos atrasos nos pagamentos de salário e reivindicam reajuste de 15%
Ednelson AlvesCRÍTICASA presidente do Sindicato dos Servidores Sílvia Motta disse que o protesto não teria acontecido se o prefeito tivesse negociado com os servidores; faixas e cartazes criticavam o posicionamento da administração municipal; vice-prefeito disse que Perazolo tem se esforçado para diminuir o atraso dos salários

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